História e Bíblia

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domingo, 31 de janeiro de 2010

CRISTIANISMO DE MENTE VAZIA


CRISTIANISMO DE MENTE VAZIA

John Stott

O que Paulo escreveu acerca dos judeus não crentes de seu tempo poderia ser dito, creio, com respeito a alguns crentes de hoje: “Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento”. Muitos têm zelo sem conhecimento, entusiasmo sem esclarecimento. Em outras palavras, são inteligentes, mas faltam-lhes orientação.


Dou graças a Deus pelo zelo. Que jamais o conhecimento sem zelo tome o lugar do zelo sem conhecimento! O propósito de Deus inclui os dois: o zelo dirigido pelo conhecimento, e o conhecimento inflamado pelo zelo. É como ouvi certa vez o Dr. John Mackay dizer, quando era presidente do Seminário de Princeton: “A entrega sem reflexão é fanatismo em ação, mas a reflexão sem entrega é a paralisia de toda ação”.


O espírito de anti-intelectualismo é corrente hoje em dia. No mundo moderno multiplicam-se os programatistas, para os quais a primeira pergunta acerca de qualquer idéia não é: “É verdade?” mas sim: “Será que funciona?”. Os Jovens têm a tendência de ser ativistas, dedicados na defesa de uma causa, todavia nem sempre verificam com cuidado se sua causa é um fim digno de sua dedicação, ou se o modo como procedem é o melhor meio para alcançá-lo. Um universitário de Melbourne, Austrália, ao assistir a uma conferência na Suécia, soube que um movimento de protesto estudantil começara em sua própria universidade. Ele retorcia as mãos, desconsolado. “Eu devia estar lá”, desabafou, “para participar.O protesto é contra o que?” Ele tinha zelo sem conhecimento.


Mordecai Richler , um comentarista canadense, foi muito claro a esse respeito: “O que me faz ter medo com respeito a esta geração é o quanto ela se apóia na ignorância. Se o desconhecimento geral continuar a crescer, algum dia alguém se levantará de um povoado por aí dizendo ter inventado... a roda”.


Este mesmo espectro de anti-intelectualismo surge freqüentemente para perturbar a Igreja cristã. Considera a teologia com desprazer e desconfiança. Vou dar alguns exemplos.


Os católicos quase sempre têm dado uma grande ênfase no ritual e na sua correta conduta. Isso tem sido, pelo menos, uma das características tradicionais do catolicismo, embora muitos católicos contemporâneos (influenciados pelo movimento litúrgico) prefiram o ritual simples, para não dizer o austero. Observe-se que o cerimonial aparente não deve ser desprezado quando se trata de uma expressão clara e decorosa da verdade bíblica. O perigo do ritual é que facilmente se degenera em ritualismo, ou seja, numa mera celebração em que a cerimônia se torna um fim em si mesma, um substituto sem significado ao culto racional.


Por outro lado, há cristãos radicais que concentram suas energias na ação política e social. A preocupação do movimento ecumênico não é mais ecumenismo em si, ou planos de união de igrejas, ou questões de fé e disciplina; muito pelo contrário, preocupa-se com problema de dar alimento aos famintos, casa aos que não tem moradia; com o combate ao racismo, com os direitos dos oprimidos; com a promoção de programas de ajuda aos países em desenvolvimento, e com o apoio aos movimentos revolucionários do terceiro mundo. Embora as questões da violência e do envolvimento cristão na política sejam controvertidos, de uma maneira geral deve-se aceitar que luta pelo bem estar, pela dignidade e pela liberdade de todo homem, é da essência da vida cristã. Entretanto, historicamente falando, essa nova preocupação deve muito de seu ímpeto à difundida frustração de que jamais se alcançará um acordo em matéria de doutrina. O ativismo ecumênico desenvolve-se com reação à tarefa de formulação teológica, a qual não pode ser evitada, se é que as igrejas neste mundo devam ser reformadas e renovadas, para não dizer, unidas.


Grupos de cristãos pentecostais, muitos dos quais fazem da experiência o principal critério da verdade. Pondo de lado a questão da validade do que buscam e declaram, uma das características mais séria, de pelo menos alguns neo-pentecostais, é o seu declarado anti-intelectualismo.


Um dos líderes desse movimento disse recentemente, a propósito dos católicos pentecostais, que no fundo o que importa” não é a doutrina, mas a experiência”. Isso equivale a por nossa experiência subjetiva acima da verdade de Deus revelada. Outros dizem crer que Deus propositadamente dá às pessoas uma expressão inteligente a fim de evitar a passagem por suas mentes orgulhosas, que ficam assim humilhadas. Pois bem. Deus certamente humilha o orgulho dos homens, mas não despreza a mente que ele próprio criou.


Estas três ênfases - a de muitos católicos no ritual, a de radicais na ação social, e a de alguns pentecostais na experiência - são, até certo ponto, sintomas de uma só doença, o anti-intelectualismo.


São válvulas de escape para fugir à responsabilidade, dada por Deus, do uso cristão de nossas mentes.


Num enfoque negativo, eu daria como substituto este trabalho “a miséria e a ameaça do cristianismo de mente vazia”. Mais positivamente, pretendo apresentar resumidamente o lugar da mente na vida cristã. Passo a dar uma visão geral do que pretendo abordar. No segundo capítulo, a título de introdução, apresentarei alguns argumentos - tanto seculares como cristãos - a favor da importância do uso de nossas mentes. No terceiro, constituindo a tese principal, descreverei seis aspectos da vida e responsabilidade cristãs, nos quais a mente tem uma função indispensável. Concluindo , procurarei prevenir contra o extremo oposto, também perigoso, de abandonar um anti-intelectualismo superficial para cair num árido super-intelectualismo. Não estou em defesa de uma vida cristã seca, sem humor, teórica, mas sim de uma viva devoção inflamada pelo fogo da verdade. Anseio por esse equilíbrio bíblico, evitando-se os extremos do fanatismo. Apressar-me-ei em dizer que o remédio para uma visão exagerada do intelecto não é nem depreciá-lo , nem negligenciá-lo, mas mantê-lo no lugar indicado por Deus, cumprindo o papel que ele lhe deu.


(STOTT, John. Crer Também é Pensar. ABU Editora. São Paulo, SP.).





segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O DESGOSTO MATA; O IDEAL VIVIFICA



O DESGOSTO MATA; O IDEAL VIVIFICA


"Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças".

Eclesiastes. 9:10.


No escritório de um cemitério, aproximou-se do secretário um motorista uniformizado e lhe disse: "Minha esposa está abatida demais para entrar, o senhor tenha a bondade de ir até o carro para conversar com ela".

Esperando no carro, estava uma senhora idosa, muito fraca, cujos olhos cansados pareciam conter uma tristeza permanente.

"Sou Amélia Adams", disse ela. "Há dois anos que lhe mando cada semana uma nota de 10 reais".

"Oh, sim", interrompeu o secretário, "para comprar flores".

"Sim, senhor. Flores para a sepultura do meu filho. Vim aqui hoje", a velhinha quase que não mais se ouvia, "porque os médicos dizem que tenho poucas semanas mais de vida. Não fico triste com isso. Para mim não há razões para continuar a viver. Mas queria ver a sepultura do meu filho mais uma vez e agradecer ao senhor".

– O secretário olhou-a irresoluto e sorrindo timidamente, disse-lhe:

"A senhora sabe duma coisa? Fiquei triste em a senhora continuar a mandar esse dinheiro cada semana".

"Triste? Por que?"

"Triste, sim senhora. As flores murcham e morrem logo, e ninguém as vê".

"O senhor sabe o que está falando, moço?" "Sei, sim senhora. Sou membro de uma sociedade cujo trabalho é visitar hospitais do governo, hospícios, e asilos. O povo nesses lugares gosta de flores, e pode ver as lindas fores, pode sentir-lhe o perfume. Minha senhora, há nesses lugares, homens e mulheres vivos ainda".

A mulher ficou um momento em silêncio, pensativa. Então sem comentário algum, deu ao motorista o sinal de prosseguimento.

Passaram-se os meses, e um belo dia o secretário ficou surpreendido em receber uma outra visita, e contente, pois desta vez a senhora mesma estava guiando o carro.

Com um sorriso amável começou a falar: "Olhe, eu mesma levo as flores para o povo. O senhor tinha razão, o pessoal gosta das flores. Eles ficam contentes, e eu também fico. Os médicos não podem descobrir porque estou melhorando tanto, mas eu sei: é porque agora tenho um propósito na minha vida – uma razão para viver."

Assim, ajudando aos outros, esta doente ajudou-se a si mesma.



(HALLOCK. Edgar. Duzentas Ilustrações Selecionadas – Livro 1. CASA PUBLICADORA BATISTA)



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A Cruz de Giz

Doutrina radical soldados bloqueiam a entrada de loja judaica com cartazes anti-semitas

O poema abaixo, escrito por Bertolt Brecht, retrata a vida na sociedade alemã durante o regime nazista. A SA (Sturm Abteilungen, Seções de Assalto), era uma milícia nazista que fazia uso de violência, tortura e assassinatos para intimidar os opositores do nazismo.
Pelo poema podemos refletir como as pessoas viviam durante o governo de Adolf Hitler.




Perseguição implacável opositores do nazismo foram enviados a campos de concentração em 1933

DOCUMENTO

A Cruz de Giz -
Bertolt Brecht

Eu sou uma criada. Eu tive um romance

Com um homem que era da SA.
Um dia, antes de ir
Ele me mostrou, sorrindo, como fazem
Para pegar os insatisfeitos.
Com um giz tirado do bolso do casaco
Ele fez uma pequena cruz na palma da mão.
Ele contou que assim, e vestido à paisana
anda pelas repartições do trabalho
Onde os empregados fazem fila e xingam
E xinga junto com eles, e fazendo isso
Em sinal de aprovação e solidariedade
Dá um tapinha nas costas do homem que xinga
E este, marcado com a cruz branca
ë apanhado pela SA. Nós rimos com isso.
Andei com ele um ano, então descobri
Que ele havia retirado dinheiro
Da minha caderneta de poupança.
Havia dito que a guardaria para mim
Pois os tempos eram incertos.
Quando lhe tomei satisfações, ele jurou
Que suas intenções eram honestas. Dizendo isso
Pôs a mão em meu ombro para me acalmar.
Eu corri, aterrorizada. Em casa
Olhei minhas costas no espelho, para ver
Se não havia uma cruz branca.


Bertolt Brecht foi escritor e diretor do teatro alemão (1898-1956).




A 'Noite dos Cristais', em 1938 1.574 sinagogas foram incendiadas ou danificadas




terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O SELO E O PENHOR DO ESPÍRITO SANTO

Envelope com um sinete e cera vermelha




O SELO E O PENHOR DO ESPÍRITO SANTO


(O texto abaixo é de autoria do reverendo Billy Gharam)


Um missionário inglês morreu na Índia no começo deste século. Assim que ele estava morto, seus vizinhos arrombaram sua casa e começaram a levar tudo que era dele. O cônsul inglês foi comunicado, e como não havia fechadura na porta da casa do missionário, ele colou sobre ela uma grande falha de papel, que carimbou com a selo, o lacre da Inglaterra. Os saqueadores não se arriscaram a quebrar o lacre, porque a nação mais poderosa do mundo o garantia.


O selo do Espírito Santo é um de uma série de acontecimentos simultâneos ao nosso arrependimento e recebimento do Senhor como Salvador, sem nós o percebermos. Em primeiro lugar, é claro, Deus nos regenerou e justificou. Em segundo lugar, o Espírito nos batizou no corpo de Cristo. Em terceiro lugar, o Espírito imediatamente se instalou nos nossos corações. Neste e nos próximos capítulos enfocaremos outras coisas que acompanham nossa salvação, além da Sua atuação contínua em nós.


O Selo


O quarto acontecimento a Bíblia chama de "Selo". Esta palavra traduz um termo grego que quer dizer confirmar ou imprimir. Três vezes a palavra é usada no Novo Testamento em relação aos crentes. É também mencionada na vida de Jesus. João diz: "Neste (Jesus), Deus, o Pai, imprimiu o seu selo" (João 6:27, IBB). Aqui vemos que o Pai selou o Filho.


No momento da conversão os crentes são selados com o Espírito para o dia da redenção: "Tendo nele (no evangelho) também crido, fostes selados com o santo Espírito da promessa" (Efés. 1:13; cf. 4:30).


Parece-me que Paulo tinha duas idéias em mente quando fala de nós sermos Selados com o Espírito Santo. Uma é segurança, a outra propriedade. Ser Selado, no sentido de segurança, é ilustrado no Antigo Testamento, quando o rei Dario colocou Daniel na cova dos leões, pôs uma pedra sobre a entrada e a lacrou com seu selo (Dan. 6:17) para que Daniel não saísse. Nos tempos antigos, como por exemplo no tempo da rainha Ester (Ester 8:8), os reis também costumavam colocar com um anel sua marca ou selo em cartas e documentos escritos em seu nome. Depois de feito isto, ninguém podia reverter o que estava escrito ou dar ordens em contrário.


Pilatos fez a mesma coisa quando deu ordens aos soldados para guardarem o túmulo de Jesus. Ele disse aos sacerdotes: "Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parecer. Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta" (Mat. 27:65, 66). A palavra "selo" usada nesta passagem é a mesma, no grego, usada em passagens que falam do selo do Espírito Santo.


A. T. Robertson diz que o selo na pedra do sepulcro era "provavelmente uma corda presa sobre a pedra e lacrada em cada ponta à rocha da caverna, como em Daniel 6:17. Isto foi feito na presença da guarda romana, encarregada de proteger esta marca de autoridade e poder de Roma".1 Quando o Espírito Santo nos sela ou põe em nós Sua marca, nós estamos seguros em Cristo de uma maneira muito mais significativa.


Um dos pensamentos mais eletrizantes que já passou por minha mente foi a consciência de que o Espírito Santo me selou. E ele selou você também – se você for um crente.


Nada pode tocar em você. "Porque estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rom. 8:38, 39).


Mas este selo do Espírito significa mais que segurança, Significa também propriedade. Lemos no Antigo Testamento que Jeremias comprou uma propriedade, pagou por ela diante de testemunhas e selou o documento de acordo com a Lei e os costumes (Jer. 32:10). Agora ele era o proprietário.


A alusão ao selo como prova de compra deve ter sido especialmente significativa para os efésios. Éfeso era um porto marítimo, e havia intenso comércio de madeira com os portos vizinhas. O método usado na compra era este: o mercador, depois de escolher a madeira, carimbava-a com seu anel, seu sinete – uma prova reconhecida de propriedade. No tempo devido, o mercador enviava um encarregado de confiança, com o sinete; este localizava todos os troncos que tinham a mesma marca e os levava.


Matthew Henry resume a idéia assim: "Os crentes são selados por Ele (o Espírito Santo), ou seja, separados para Deus, colocados à parte, distinguidos com a Sua marca, pois pertencem a Ele."2


Você e eu somos propriedade de Deus para Sempre!


O Penhor


Quando confiamos em Cristo, Deus não nos dá o Espírito somente como selo. Ele é também o penhor (algumas traduções trazem "garantia") de acordo com passagens como 2 Cor. 1:22 e Efésios 1:14.


"Porque é o Próprio Deus que nos dá a certeza, com vocês, de nossa vida em Cristo. E foi Deus quem nos separou para si mesmo. Como dono, pôs sua marca (selo) em nós, e colocou o Espírito Santo em nossos corações como garantia de tudo o que ele tem para nós" (2 Cor. 1:21, 22).


Nos tempos do apóstolo Paulo os comerciantes usavam penhores com três finalidades: como pagamento adiantado, "entrada" que fechava um negócio; representava um compromisso de pagamento, e era uma amostra do que haveria de vir.


Imagine que você esteja querendo comprar um carro. O penhor seria a entrada que você paga, fechando o negócio. Representaria também o compromisso de pagar o carro. E seria urna amostra do que seguiria – as parcelas restantes do dinheiro. De maneira semelhante o Espírito Santo é o penhor de que Deus nos comprou, a garantia. Sua presença mostra o compromisso que Deus assumiu de nos redimir completamente. Talvez o melhor de tudo, a presença do Espírito Santo, vivendo em união conosco, nos dá um gosto antecipado, uma amostra de nossa herança, da nossa vida futura na presença de Deus.


Em Números 13, quando os espias de Israel partiram para olhar a terra de Canaã, era a época das primeiras uvas maduras. "Vieram até ao vale de Escol, e dali cortaram um ramo de vide com um cacho de uvas" (Núm. 13:23). Este eles levaram consigo para mostrar ao povo de Israel. O cacho de uvas era o penhor da sua herança. Era um pequeno antegosto do que os esperava na Terra Prometida. Era a garantia de Deus de que se eles marchassem adiante em fé, receberiam completamente o que agora tinham só em parte.


Recentemente uma das maiores lojas de mantimentos de Nova Iorque expôs um cesto de belíssimas uvas na vitrine. Sobre o cesto havia um cartaz: "Esperamos para os próximos dias um caminhão de uvas como estas." As uvas eram um "penhor" do que haveria de vir. As primícias, comparadas com a colheita toda, são somente um punhado; assim, concluindo do conhecido para o desconhecido, perguntamos com o poeta :


"O que Tua presença há de ser,

Seja na terra um tal prazer

Coroa a vida em Ti?"


O Novo Testamento fala três vezes do penhor do Espírito:


1) "(Deus) também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nossos corações" (2 Cor. 1:22). A presença do Espírito em nossa vida é a garantia de que Deus vai cumprir Sua promessa.


2) "Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito" (2 Cor. 5:5). Aqui o contexto dá a idéia de que o Espírito em nós é a garantia de que Deus nos dará corpos espirituais quando Jesus vier.


3) "(O Espírito Santo) é o penhor da nossa herança até ao resgate da Sua propriedade, em louvor da Sua glória" (Efés. 1:14). Nesta passagem o Espírito é a prova de que Deus garante a nossa herança até que o futuro traga a redenção total dos que são propriedade de Deus.


Em resumo, podemos dizer que quando somos batizados no corpo de Cristo, o Espírito entra em nossas vidas e nos sela através da Sua presença. Ele é a garantia de Deus, dando-nos certeza de que nossa herança virá.


A conclusão sobre este assunto nos é fornecida por Matthew Henry: "A garantia (esta é a palavra usada pelo Novo Testamento na Linguagem de Hoje para penhor) é parte de pagamento, que assegura o pagamento integral. A mesma coisa acontece com o dom do Espírito Santo; toda a sua influência e atuação, santificando e confortando, tem sua origem no céu e é glória em semente e botão. A iluminação do Espírito é garantia (penhor) de luz eterna; a santificação é garantia de santidade perfeita; Seu conforto é garantia de alegrias eternas. Ele é a garantia até a redenção da propriedade que foi comprada. Já podemos falar de propriedade, porque a garantia dá tanta certeza aos herdeiros como se já a tivessem; foi comprada para eles pelo sangue de Cristo. Fala-se de redenção, de resgate, porque ela foi confiscada e hipotecada pelo pecado; Cristo a devolve a nós. É resgate em alusão à lei da redenção."3


1. A. T. Robertson, Word Pictures in the New Testament. Vol. 1 (Nashville: Broadman Press, 1930), p. 239.

2. Mathew Henry, Commentary on the Whole Bible, Vol. 6 (Old Tappan, N. J.: Fleming H. Revell Co.), p. 688s.

3. Ibid.


GRAHAM, Billy. O Espírito Santo. Vida Nova, São Paulo, SP. 1983.



domingo, 17 de janeiro de 2010

Por quê? - Ricardo Gondim



Por quê?


Por Ricardo Gondim

Por que a noite se arrasta tão longa?

Por que a madrugada se cala silenciosa e fria?

Por que a saúde não contamina feito a doença?

Por que a poesia nasce do sofrimento com mais facilidade?

Por que o coração percebe o que a mente não sabe?

Por que o sonho se dissolve, assim, rapidamente?

Por que a saudade dói sem solução?

Por que o espelho mente para o olhar da solidão?

Por que a morte não respeita a paixão?




O poema acima é de autoria do querido pastor Ricardo Gondim, se você gostou acesse o site http://www.ricardogondim.com.br/ e aproveite os artigos desse fecundo escritor.

incêndio de Roma



Perseguição sob Nero


Nero chegou ao poder em outubro de 54, graças às intrigas da mãe Agripina, que não vacilou ante o assassinato em seus esforços para assegurar a sucessão do trono em favor de seu filho. A principio Nero não cometeu os crimes pelos quais depois ficou famoso. Ainda mais, varias das leis dos primeiros anos de seu governo foram de beneficio para os pobres e os despojados. Mas pouco a pouco o jovem imperador se deixou levar pelos seus próprios afãs de grandeza e poder, e por uma corte que se desdobrava por satisfazer seus mínimos caprichos. Dez anos depois de chegar ao trono, Nero já era desprezado por boa parte do povo, e também pelos poetas e literatos, a cujo número Nero pretendia pertencer sem ter os dons necessários para isso. Todos se opunham a sua vontade, ou morriam misteriosamente, ou recebiam ordens de se suicidar. Quando a esposa de um amigo lhe agradou, simplesmente enviou seu amigo a Portugal, e tomou a mulher para si. Todos estes fatos – e muitos rumores – corriam de boca em boca, e faziam com que o povo sempre esperasse o pior de seu soberano.


busto de Nero


Assim estavam as coisas quando, na noite de 18 de julho do ano 64, estalou um enorme incêndio em Roma. Ao que parece, Nero se encontrava na ocasião, em sua residência de Antium, a umas quinze léguas de Roma, e assim que se soube o que sucedia correu a Roma, onde tratou de organizar a luta contra o incêndio. Para os que haviam ficado sem refúgio, Nero fez abrir seus próprios jardins e vários outros edifícios públicos. Mas tudo isso não bastou para afastar as suspeitas que logo caíram sobre o imperador a quem muitos já tinham por louco. O fogo durou seis dias e sete noites e depois voltou a se acender em diversos lugares por três dias mais. Dez dos catorze bairros da cidade foram devorados pelas chamas. Em meio a todos seus sofrimentos, o povo exigia que se descobrisse o culpado, e não faltava quem se inclinasse a pensar que o próprio imperador havia ordenado o incêndio da cidade para poder reconstruí-la a seu gosto, como um grande monumento a sua pessoa. O historiador Tácito, que provavelmente se encontrava em Roma conta vários dos rumores que circulavam, e ele mesmo parece dar a entender a sua opinião, pelo qual o incêndio havia começado acidentalmente num depósito de azeite.


Mas, cada vez mais as suspeitas recaíam sobre o imperador. De acordo com os rumores, Nero havia passado boa parte do incêndio no alto da torre de Mecenas, no cume do Palatino, vestido como um ator de teatro, tangendo sua lira e cantando versos acerca da destruição de Tróia. Logo começou a propalar-se que o imperador, em seus desatinos de poeta louco, havia incendiado a cidade para que o sinistro lhe servisse de inspiração. Nero fez todo o possível para afastar as suspeitas de sua pessoa. Mas todos seus esforços seriam inúteis enquanto não se fizesse recair a culpa sobre outro. Dois dos bairros que não haviam queimado, eram as zonas da cidades em que havia mais judeus e cristãos. Portanto, o imperador pensou que seria mais fácil culpar os cristãos.


O historiador Tácito, parecia crer que o fogo fora acidente, portanto, a acusação feita contra os cristãos seria falsa. Ele mesmo nos conta o sucedido:


DOCUMENTO:


“Apesar de todos os esforços humanos, da liberalidade do imperador e dos sacrifícios oferecidos aos deuses, nada bastava para apartar as suspeitas nem para destruir a crença de que o fogo havia sido ordenado. Portanto para destruir esse rumor, Nero fez aparecer como culpados os cristãos, uma gente odiada por todos por suas abominações, e os castigou com mui refinada crueldade. Cristo a quem tomam o nome, foi executado por Pôncio Pilatos durante o reinado de Tibério. Detida por um instante essa superstição daninha pareceu de novo, não somente na Judéia, onde estava a raiz do mal, mas também em Roma, esse lugar onde se narra e encontram seguidores de todas as coisas atrozes e abomináveis que chegam desde todos os rincões do mundo. Portanto, primeiro foram presos os que confessaram (ser cristão), e baseada nas provas que eles deram foi condenada uma grande multidão, ainda que não os condenaram tanto pelo incêndio mas sim pelo seu ódio à raça humana” (TÁCITO, Anais, 15:44).



martírio dos cristãos


Essas palavras de Tácito são valiosíssimas, pois constituem um dos mais antigos testemunhos que chegam até nossos dias do modo como os pagãos viam os cristãos. Ao ler estas linhas, torna-se claro que Tácito não cria que os verdadeiros culpados de terem incendiado Roma fossem os cristãos. Ainda mais a “refinada crueldade” de Nero não recebe sua aprovação. Mas ao mesmo tempo, esse bom romano, pessoa culta e distinta em sua época, crê muito do que dizem os rumores acerca das “abominações” dos cristãos, e de seu “ódio pela raça humana”. Tácito e seus contemporâneo não nos dizem em que consistiam essas “abominações” que supostamente praticavam os cristãos. Temos que esperar até o século segundo para encontrar documentos em que descrevem esses rumores maliciosos. Mas seja o que for, o fato é que Tácito crê nesses rumores, e pensa que os cristãos odeia a humanidade. Isso se compreende se recordarmos que todas as atividades da época – o teatro, o exército, as letras, os esportes, etc. – estavam tão ligados ao culto pagão quer os cristãos se viam obrigados a se ausentarem delas. Portanto, diante dos olhos de um pagão que amava sua cultura e sua sociedade, os cristãos pareciam ser misântropos que odiavam toda raça humana.


Moeda com a efígie de Nero


Mas Tácito prossegue, contando-nos o sucedido em Roma por causa do grande incêndio:


DOCUMENTO:


“Além de matá-los (aos cristãos) fê-los servir de diversão ao público. Vestiu-os em peles de animais para que os cachorros os matassem a dentadas. Outros foram crucificados. E a outros acendei-lhes fogo ao cair da noite, para que a iluminassem. Nero fez que se abrissem seus jardins para esta exibição, e no circo ele mesmo ofereceu um espetáculo, pois se misturava com as multidões, disfarçado de condutor de carruagem, ou dava voltas em sua carruagem. Tudo isso fez com que despertasse a misericórdia do povo, mesmo contra essas pessoas que mereciam castigo exemplar, pois via-se que eles não eram destruídos para o bem público, mas para satisfazer a crueldade de uma pessoa” (TÁCITO, Anais 15:44)


Uma vez mais, vemos que esse historiador pagão, sem mostrar simpatia alguma com pelos cristãos, dá a entender que o castigo era excessivo, ou ao menos que a perseguição teve lugar, não em prol da justiça, mas por capricho do imperador. Além disso, nestas linhas temos uma descrição, escrita por uma pessoa que não foi cristã, das torturas a que foram submetidos aqueles mártires.


Os Remorsos de Nero após matar sua mãe, por John William Waterhouse, 1878.



O texto acima faz parte do livro, do conceituado historiador, Justo Gonzalez, “A Era dos Mártires”, pp. 52 – 57.


GONZALEZ, Justo. A Era dos Mártires. São Paulo, Vida Nova, 1991.

sábado, 9 de janeiro de 2010

MIDAS: O TEÓLOGO DA PROSPERIDADE…



O Rei mítico Midas amava o ouro...; e desejava que tudo o que ele tocasse virasse ouro...; e, assim, pediu aos deuses que o atendessem... Foi atendido!... Então, distraído em razão de pensar que o poder apenas se aplicaria a objetos e a coisas... — beijou sua filha e ela virou ouro...


Depois do desespero foi tentar comer e beber, mas a comida virou ouro e o vinho também...


Desse modo Midas aprendeu que a vida não é feita de ouro, e também que aquilo a que damos mais valor natural na existência..., nada tem a ver com ouro.


Midas amava o ouro, e queria que tudo que ele tocasse virasse ouro...


E você?


Qual é o seu sonho mágico?


Quando o sonho de ambição encontra o poder do milagre ou do sobrenatural, então, nascem os “Midas” existenciais...


A tal da Teologia da Prosperidade nada mais é do que o desejo de Midas feito "piedade" e "confissão de fé positiva"; como se houvesse "fé negativa" no Evangelho...


Assim, todos o que dela [da Teologia de Midas] se servem ou por ela vivam, sim, todos, sem exceção, tornar-se-ão gente que experimentará a maldição de Midas: conseguirão..., mas perderão as suas almas...


Quando o coração do homem é de “Midas”, tudo o que ele ama se tornará objético e se tornará apenas coberto de ouro, mas sem vida dentro...


Você quer a benção de Midas?...


Sim, pois Midas deveria ser o Muso da Teologia da Prosperidade!...


Bem, querendo ou não que seja..., no entanto, todo aquele que ama o dinheiro já se tornou filho da maldição de Midas; e caso tudo o que ele toque não vire caca, certamente se tornará em ouro, mas à custa do que seja vida.


Acerca disso Paulo disse:


Grande é o ganho da piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e é sabido que nada podemos levar dele.


Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.

Digo isto porque os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.


Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.


Tu, pois, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.


Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos... Dize a eles que façam bem, que se tornem ricos de boas obras, que repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna.


Esta é a Palavra de Deus a todos os que pela Tentação da Prosperidade [embora se chame de Teologia da Prosperidade] se tornaram ungidos com a desgraça de Midas!


A quem ama o dinheiro se diz:... os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.


Aos que já têm mais do que o normal para a vida [...tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.]se diz: Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos... Dize a eles que façam bem, que se tornem ricos de boas obras, que repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna.


Assim, se você não tem, não busque ter como forma de afirmação na vida. E se você tem, então, creia: a única maneira de você manter seu coração afastado do senhorio do dinheiro ou do poder com o qual ele nos escraviza, é segundo a vereda do Administrador Infiel [Lucas 16], o qual fez do dinheiro de origem iníqua o melhor que pôde.


Ou seja: o que salva alguém do Feitiço de Midas e do Dinheiro ou do amor a ele... — é justamente usá-lo contra a noção avara de “economia como segurança para o futuro”.


Por isto Paulo diz [e eu mais uma vez repito]: Manda que não sejam orgulhosos; que não confiem no dinheiro; que se tornem ricos de boas obras, que repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; que entesourem para si mesmos ‘um bom fundamento para o futuro’, para que possam alcançar a vida eterna.



Esta é a Palavra; e ela é digna de toda aceitação!


O Texto acima é um artigo escrito pelo reverendo Caio Fabio.


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“Os muitos abusos da igreja não podiam passar despercebidos. A diferença entre seus ensinamentos e seus atos era bastante grande, e até os mais broncos podiam percebê-la. A concentração do dinheiro obtido por todos os métodos, quaisquer que fossem, era comum. Enéias Silvio, mais tarde papa Pio II, escreveu ‘nada se consegue em Roma sem dinheiro’ (*). E Pierre Berchoire, que viveu na época de Chaucer, escreveu também: ‘ Não é com os pobres que o dinheiro da igreja é gasto, mas com os sobrinhos favoritos e os parentes dos padres (**)’”

DOCUMENTO

Uma canção do século XIV mostra o sentimento popular em relação a todo tipo de sacerdotes, de alto a baixo:


Vejo o papa seu sagrado compromisso trair
pois enquanto os ricos sua graça ganham sempre
seus favores aos pobres são negados.
Procura reunir a maior riqueza possível
obrigando os cristãos a obedecer cegamente,
para que ele possa deitar-se entre roupas de ouro...

Nem são melhores os honrados cardeais,
que desde a manhã cedo até noite fechada
passam o tempo empenhados em imaginar
um modo de enganar a toda gente...

Nossos bispos também estão mergulhados em pecado semelhante, pois impiedosamente arrancam a própria pele
de todos os padres que por acaso vivam bem.
Por ouro podemos conseguir seu selo especial
a qualquer ordem, não importa o que diga.
Sem dúvida somente Deus pode pôr fim a suas roubalheiras...

Também entre todos os padres e clérigos menores
há, sabe Deus, grande número cujas obras e vida diária
contrariam os ensinamentos que pregam quotidianamente...

Pois, cultos ou ignorantes, estão sempre dispostos
a fazer comércio de todo sacramento,
inclusive da própria missa sagrada...

É certo que monges e frades exibem com estardalhaço
as regras austeras que estão sujeitos.
Esse, porém, é o mais vão de todos os fingimentos.
Na verdade, vivem duas vezes melhor que sabemos,
como fazem sempre em casa, apesar do voto
e de toda sua falsa exibição de abstinência...


(*) G.G. Coulton, Encyclopaedia Britannica, vol. XIX, p. 34 (14. ed.). Artigo sobre a Reforma.
(**) Ibid.


HUBERMAN, Leo. História da Riqueza do Homem. Rio de Janeiro, RJ, Editora Guaanabara, 1986.



Para Refletir

As “igrejas Evangélicas” estão iguais à Igreja Católica Medieval


A religião tem sido ao longo da história fator motivador para conflitos e até mesmo guerras entre povos e nações. Hoje, por exemplo, muitos evangélicos se deleitam com os inegáveis relatos históricos de corrupção da igreja católica, e os católicos por sua vez não deixam escapar as denúncias de corrupção de pastores e líderes evangélicos da atualidade. A verdade, porém, é que toda instituição religiosa, seja ela católica ou protestante, ou de alguma religião não cristã é falha e passível de corrupção.

Deus, Jesus Cristo e o Evangelho é muito maior que qualquer religião, não podendo ser contido, aprisionado e monopolizado por uma determinada igreja. As instituições é que devem servir a Deus e não Deus às instituições. Ele, Deus, só está presente numa instituição se ela reflete aquilo que ele é! Caso contrário é apenas o engano com voz de verdade.

Acima temos parte do texto de um conceituado livro de História que revela a corrupção da igreja católica medieval. E mais importante que o texto de Leo Huberman, é as citações das pessoas que viveram no tempo em questão (consistindo assim documento histórico).

Temos a frase de Enéias Silvio, o papa Pio II:

“nada se consegue em Roma sem dinheiro”.

E depois a de Pierre Berchoire:

“Não é com os pobres que o dinheiro da igreja é gasto, mas com os sobrinhos favoritos e os parentes dos padres”

Ora, o que isso tem de diferente com as igrejas evangélicas dos nossos dias, sobretudo as pentecostais, com seus programas televisivos?

Notemos, por exemplo, os pastores, bispos e supostos apóstolos, como tem manipulado pessoas com a venda de todo tipo de objetos que eles vinculam a fé, apenas para arrecadarem mais e mais dinheiro. E o que piora a situação, o dinheiro arrecadado não se destina (pelo menos não é visto) para a promoção do bem social. Por exemplo, é fácil ver na TV um Silas Malafaia ou Morris Cerullo “profetizando” para as pessoas darem 900,00 reais; mas seria até um milagre vê-los falando algo como Jesus: “Vende o que tens e ajuda os pobres” antes eles diriam: “vende o que tens e traga para meu ministério”! Dessa forma, se tornam todos pastores da teologia da prosperidade iguais ou piores aos papas e clérigos católicos medievais.

Quantas Megas Igrejas você já viu? Várias!

Quantas escolas, hospitais, asilos e orfanatos evangélicos (especialmente das igrejas pentecostais e neopentecostais) você já viu? Quase nenhuma!

Pastores de jatinho, carros importados, etc, não é novidade! O luxo dos líderes religiosos não é coisa nova! A canção (digo que até profética) da Idade Media diz:

Vejo o papa seu sagrado compromisso trair
pois enquanto os ricos sua graça ganham sempre
seus favores aos pobres são negados.
Procura reunir a maior riqueza possível
obrigando os cristãos a obedecer cegamente,
para que ele possa deitar-se entre roupas de ouro...

Na Idade Média tudo que a igreja católica impunha o povo fazia. O povo realmente obedecia cegamente, dando até mesmo o que tinha para sobreviver! Quantas pessoas hoje não dão até o dinheiro de comprar um remédio para mãe, numa igreja, porque tal pastor lhe prometeu a cura pelo voto pago em dinheiro, mas se a tal cura não ocorre foi porque o doente não teve fé, e a instituição religiosa não moverá um centavo que seja para socorrer seus filhos necessitados.

Contudo, temos mais ainda, o inicio da estrofe acima, revela como os ricos eram favorecidos e os pobres esquecidos. Hoje um político de renome é facilmente recebido no púlpito de uma igreja, ainda que ele nem mesmo evangélico seja, porém uns sem número de cristãos simples passam a vida inteira apenas sentados na platéia do espetáculo gospel. Toda Marcha “para Jesus” tem a presença das lideranças políticas que inclusive aproveitam para deixar uma mensagem de “apoio”.

É então que eu abro o evangelho e tenho que dizer como disse um não cristão:

“Quando leio a Bíblia me sinto cristão, mas quando vejo as atitudes dos cristãos sinto vergonha de ser cristão” (Gandhi).

Desanimo-me cada vez mais com as instituições cristãs, mas jamais me desanimo de Cristo, pois sei quem ele é e que é muito maior que qualquer instituição que se diga dEle.

O cristianismo é indefensável, seja ele católico, seja protestante ou evangélico. Suas más obras testificam contra si mesmos. Mas Cristo sim, reflete o amor, a verdade e a justiça, portanto leia os evangelhos e creia Nele, só Nele! Observe as palavras e obras de Jesus, (que alias foram bem diferentes desses líderes católicos-evangélicos).

Obs.: Sei da sinceridade e verdade de muitas instituições cristãs que realmente buscam serem como Cristo ensinou!

Obs.: Também sei que dentre as muitas igrejas evangélicas pagãs há um povo que de coração quer servir ao Senhor.

(Alexandre L M Brandão, em busca do evangelho puro e simples como ele é)

"Aquele que diz estar em Cristo também ande como ele andou" I João 2.6