História e Bíblia

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

UMA VÍRGULA MUDA TUDO - Vídeo

UMA VÍRGULA MUDA TUDO - Vídeo

“Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” (Mt 22.29)
A Bíblia Sagrada é nossa fonte de fé! Porém, se não a lermos corretamente não entenderemos exatamente o que ela nos comunica! Antes dos estudos teológicos, uma exigência deve ser cumprida para o seu entendimento, que simplesmente é saber ler! Não “saber ler por ler”, mas respeitar todas as expressões e pontuações. Uma vírgula, um ponto ou um sinal é capaz de alterar todo o significado de um texto.

Assista o vídeo abaixo:




terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A invenção do purgatório


(Imagem do purgatório no livro de orações Très Riches Heures du Duc de Berry)
 


A invenção do purgatório

Na Idade Média notamos o desenvolvimento de uma série de fatos e experiências históricas que fizeram da Igreja uma das mais poderosas instituições daquela época. A difusão dos preceitos cristãos pela Europa e em outras partes do mundo fez com que os dirigentes desta denominação religiosa interferissem profundamente nos hábitos, concepções e modos de agir de um grande número de pessoas daquela época.

Apesar da visibilidade de todo esse processo, não podemos chegar à simplista conclusão de que os clérigos conseguiam fazer com que as pessoas fizessem aquilo que eles bem entendessem. A Igreja influiu na sociedade de sua época, mas também houve situações em que essa poderosa religião também teve de dialogar com as situações e impasses gerados pelos seus próprios seguidores. Para compreendermos tal ponto, podemos tomar a questão da vida após a morte como um interessante exemplo.

Até o século XII, o cristão estava destinado às glórias e o conforto dos céus ou ao tormento eterno mantido nas profundezas do inferno. A proposição de destinos tão diferentes, fez com que vários fiéis buscassem uma vida predominantemente voltada para a garantia de salvação. Mas como bem sabemos, desde aquele tempo, os pecados atingiam a muitos cristãos e, por isso, pairava uma enorme dúvida sobre qual seria o destino de alguém que não foi nem completamente bom ou ruim.

Nesse período, é interessante frisarmos que a ordenação social legitimada pela Igreja passava a escapar do seu controle. O mundo medieval antes dividido entre clero, nobreza e servos passava a ganhar a entrada de pessoas que não se ajustavam completamente a esse modelo harmônico dos clérigos medievais. Passando a viver no efervescente ambiente urbano, muitos fiéis e clérigos não tinham meios seguros para dizer se alguém levou ou não uma vida louvável aos olhos de Deus.

De fato essa discussão era bastante antiga e já tinha presença nos escritos de Santo Agostinho, no século IV. Segundo esse teólogo medieval, o indivíduo que teve uma vida mais inclinada ao pecado seria destinado ao Inferno, mas poderia sair dessa condição através das orações feitas pelos vivos em sua memória. Já aqueles que não foram inteiramente bons passariam por um estágio de purificação que poderia trazê-lo para os céus.

Até então, o purgatório era compreendido como um processo de salvação espiritual que fugia do que era normalmente convencionado pela Igreja. Segundo a pesquisa de alguns historiadores, a ideia de que o purgatório fosse um “lugar à parte” somente tomou forma entre os séculos XII e XIII. Contudo, engana-se quem acredita que esse terceiro destino no post mortem seja uma proposta originalmente concebida pela cristandade ocidental.

Os próprios judeus acreditavam que aqueles que não eram nem bons ou maus seriam levados a um lugar onde a pessoa sofreria castigos temporários até que estivessem aptos para viverem no éden. Entre os indianos, os “intermediários” poderiam viver uma série de reencarnações que os levariam até os céus ou ao inferno. Sem dúvida, podemos ver como a própria condição do homem e sua experiência histórica influíram na visão de mundo de várias crenças.

Por Rainer Sousa
Mestre em História



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A POSIÇÃO LEGAL DAS MULHERES NOS TEMPOS BÍBLICOS

Representação de Jesus com a mulher samaritana


A POSIÇÃO LEGAL DAS MULHERES NOS TEMPOS BÍBLICOS 

                A posição legal da mulher, em Israel, era inferior à do homem. Por exemplo, o homem podia divorciar-se da esposa "por ter ele achado coisa indecente nela", mas à esposa não era permitido divorciar-se do marido por nenhuma razão (Deuteronômio 24:1-4). A Lei declarava que a esposa suspeita de ter relações sexuais com outro homem devia fazer prova de ciúmes (Números 5:11-31). Contudo, não havia prova alguma para o homem suspeito de infidelidade com outra mulher. A Lei dizia, também, que o homem podia fazer um voto religioso, e esse voto era válido (Números 30:1-15); mas o voto feito por uma mulher podia ser anulado por seu pai ou (se ela fosse casada) pelo marido. O pai de uma mulher podia vendê-la para pagar uma dívida (Êxodo 21:7), e ela não podia ser libertada depois de 6 anos, como podia o homem (Levítico 25:40). Num caso, pelo menos, um homem deu sua filha para ser usada sexualmente por uma turba (Juizes 19:24).

                Algumas leis, porém, sugeriam que homens e mulheres deviam ser tratados como iguais. Por exemplo, os filhos deviam tratar o pai e a mãe com igual respeito e reverência (Êxodo 20:12). O filho que desobedecesse ou amaldiçoasse ao pai ou à mãe devia ser castigado (Deuteronômio 21:18-21). O homem e a mulher apanhados  no ato de adultério deviam ambos morrer apedrejados (Deuteronômio 22:22). (É interessante notar neste ponto que quando os fariseus arrastaram uma adúltera à presença de Jesus com a intenção de apedrejá-la, eles próprios já haviam quebrado a lei deixando que o homem escapasse -João 8:3-11).

                Outras leis hebraicas ofereciam proteção às mulheres. Se o homem tomasse uma segunda esposa, ele ainda era obrigado, pela lei, a alimentar e vestir a primeira esposa, e continuar a ter relações sexuais com ela (Êxodo 21:10). Mesmo a mulher estrangeira, tomada como noiva, na guerra, tinha alguns direitos; se o marido se cansasse dela, devia dar-lhe liberdade (Deuteronômio 21:14). Qualquer homem culpado do crime de estupro devia ser morto por apedrejamento
(Deuteronômio 22:23-27).

                Em geral, só os homens possuíam propriedade. Mas quando os pais não tinham filhos varões, as filhas podiam receber a herança. Deviam casar-se dentro do clã para conservá-la (Números 27:8-11).

                Uma vez que Israel era uma sociedade dominada por homens, algumas vezes os direitos da mulher eram menosprezados. Jesus contou a história de uma viúva que teve de importunar um juiz que não queria tomar tempo para ouvir o seu lado da questão. Não querendo que ela continuasse a aborrecê-lo, finalmente o juiz concordou em ouvi-la (Lucas 18:1-8). Como acontecia com muitas das histórias de Jesus, isto era algo que podia realmente acontecer, e talvez tenha acontecido.

                Não obstante, as viúvas recebiam também alguns privilégios especiais. Por exemplo, era-lhes permitido respigar os campos após a colheita (Deuteronômio 24:19-22) e receber uma porção dos dízimos no terceiro ano, juntamente com os levitas (Deuteronômio 26:12). Assim, a despeito de seu status legal inferior, as mulheres gozavam de alguns direitos especiais na sociedade judaica.

Fonte:  PACKER, James. TENNEY, Merrill. WHITE, William. Vida Cotidiana Nos Tempos Bíblicos. Editora Vida. São Paulo, Brasil.




Mezuzá

A mezuzá (hebraico, "ombreira de porta") é um pequeno estojo que contém um pergaminho no qual está escrita a seguinte oração: "Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a rua força. Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão e te serão por frontal entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas" (Deuteronômio 6:4-9).

                O pergaminho continua com Deuteronômio 11:13-21, que acentua a obediência aos mandamentos e as recompensas de uma vida reta.

                Mesmo hoje cada pergaminho da mezuzá é cuidadosamente escrito por escribas qualificados, usando os mesmos estritos procedimentos que usam ao escrever as leis. Depois é enrolado firmemente e colocado no estojo de sorte que a palavra shaddai ("Todo-poderoso") aparece através de uma pequena abertura perto do topo. Lê-se uma oração especial quando a mezuzá é presa quase ao topo da ombreira direita da porta. Embora a popularidade da mezuzá tenha diminuído em anos recentes, muitos judeus ainda a beijam tocando os lábios com os dedos e a seguir levantando-os até ela quando entram numa casa e ao saírem dela. Ao mesmo tempo, recitam o Salmo 121:8: "O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre."

                A mezuzá é um lembrete diário para a família judaica de sua responsabilidade para com Deus e a comunidade. Para a comunidade, é um sinal de que este é um lar onde as leis de Deus imperam supremas. Dentro deste santuário, longe das influências mundanas, a família judaica estuda as Escrituras, observa os feriados religiosos, e instrui os filhos na fé dos seus pais.

                Um antigo erudito hebreu explicou a finalidade da mezuzá comparando-a aos guardas de um rei terreno. Do mesmo modo que um rei tem guardas à porta para garantir-lhe a segurança, assim o povo de Israel está seguro dentro de seus lares porque a palavra de Deus está à porta para guardá-lo.

Fonte:  PACKER, James. TENNEY, Merrill. WHITE, William. Vida Cotidiana Nos Tempos Bíblicos. Editora Vida. São Paulo, Brasil.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Quebra cabeça





Quebra cabeça


        Ganhei de um amigo, há dois meses, um quebra-cabeças de 1.500 peças. Eu não montava um quebra-cabeça desde que era criança. É engraçado como nós deixamos de fazer certas coisas quando crescemos: quebra-cabeças, colorir, brincar com bonecas, pular corda, pique de esconder... Coisas que nos trouxeram tanta alegria quando criança, nós paramos de fazer quando alcançamos uma certa idade - é uma vergonha, não é?

        Devo admitir, eu realmente aproveitei o quebra-cabeças. Embora muito frustrante às vezes, era um bom desafio. Cada vez que eu achava uma peça que se encaixava, era extremamente recompensador.

        Bom, e daí?

        Você já percebeu quantas semelhanças existem entre um quebra-cabeças e a vida?

        Num quebra-cabeças, cada peça é parte muito importante no grande quadro. Na vida, são as pessoas e os acontecimentos as partes importantes. Como peças de um quebra-cabeças, cada um de nós é único, especial em seu próprio jeito. Embora semelhantes, não há dois iguais. Ironicamente, são nossas diferenças que nos fazem "encaixar".

        Enquanto eu trabalhava no quebra-cabeças, havia uma peça que eu estava certa de pertencer à um ponto em particular. Mas não encaixava. Acabava voltando a ela tentando encaixa-la, me esquecendo que já havia tentado. Eu tinha meu pensamento focado no fato de que eu sentia que a peça era daquele espaço.

        Penso em quantas vezes eu fiz a mesma coisa em minha vida. Tentando fazer acontecer coisas que simplesmente não era pra ser. Tentava várias vezes, chegava ao ponto de forçar, mas não era pra ser... e nada do que eu fiz mudou isso.

        Se você já montou quebra-cabeças, sabe como é perder tempo procurando um pedaço específico. De repente parece tão obvio... mas eu não conseguia achar. Consegui foi embaralhar ainda mais as peças. Fiquei frustrada e decidi deixar pra lá e ficar longe dele. Quando voltei mais tarde, eu achei a peça imediatamente. Estava bem na minha frente desde o começo.

        Minha vida foi assim muitas vezes. Tentava entender por que certas coisas aconteciam e do jeito que aconteciam. Procurava as respostas por todos os lados e às vezes as respostas estavam bem na minha frente. Era só dar uma paradinha, um pequeno passo atrás, respirar e acalmar que as respostas me encontravam.

        Olhando as peças deste quebra-cabeças, eu penso nas "peças" de minha vida: minha família, meus amigos, acontecimentos, marcos e celebrações. Uma mistura de bom e ruim, alegria e lágrima, felicidade e tristeza.

        Penso em todas as peças que imaginei sem importância e sem propósito. Reflito em todos as peças que em minha vida me fizeram perguntar... "Por que, meu Deus?"... "Por que isto?"

        E repentinamente percebi que por causa dessas peças, outras peças se encaixaram tão bem.

        Tudo em nosso vida acontece por uma razão. Cada acontecimento, bom ou mau, como uma peça do quebra-cabeças. Deixe uma peça de fora e se quebra a harmonia inteira do produto final.

        Talvez ainda não possamos entender o papel importante de cada peça em nossa vida, ainda existem muitos buracos e o quadro ainda não está claro. Mas sei que quando minha viagem nesta vida estiver concluída, e a peça final estiver em seu lugar, eu entenderei. E serei capaz de ver o quadro completo e a beleza de cada peça.

        Até lá, eu continuarei a viver com fé. Sabendo e confiando que todas as peças que eu preciso estão aí e que é só uma questão de tempo até que se encaixem bem. Lembrarei de que há um grande quadro, um plano para mim, e que sou incapaz de ver agora.

        Acreditarei que cada peça em minha vida, mesmo as dolorosas, têm propósito e cumprem papel importante. E quando estiver fraca, procurarei força pela oração.

        Farei isto até que a obra-prima de Deus em mim estiver finalmente completa, e Ele então cochichará... "Muito bom! Está feito!".


        Tradução de Sergio Barros
        do texto de Amy Toohill

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

VESTES SACERDOTAIS

Representação do sacerdote diante da Arca da Aliança


VESTES SACERDOTAIS

                A veste sacerdotal era muito diferente da veste do judeu comum. Além do mais, a vestimenta do sumo sacerdote diferia daquela do sacerdote comum.

                A. Calções. Entre os hebreus, só os sacerdotes usavam calções. Em alguns países vizinhos, tanto os calções como as calças eram usados pelos homens comuns.
                Os judeus usavam linho fino para fazer esta vestimenta sacerdotal. Evidentemente, servia como roupa de baixo de sorte que o sacerdote não ficasse exposto quando subia os degraus do templo para ministrar no altar (Êxodo 28:42-43). Esta vestimenta de baixo cobria o corpo do sacerdote desde a cintura até aos joelhos. Em vez de calças, os "calções" provavelmente eram um avental duplo. Outras referências a calções encontram-se em Êxodo 39:28; Levítico 6:10; 16:4; e! Ezequiel 44:18.

                B. Sobrepeliz ou manto. Os sacerdotes usavam também mantos de linho fino durante o serviço no templo. Essas vestimentas vinham do tecelão que fazia a peça inteiriça. Eram presas à cintura por um cinto decorado com trabalho de agulha (Êxodo 38:31-34). A vestimenta de Jesus era também um manto sem costura, simbolicamente mostrando seu sacerdócio universal (João 19:23; Hebreus 4:14-15). O manto ou ] túnica do sacerdote chegava quase a cobrir os pés e era tecido num] formato de losango ou xadrez.

                C. Tiara. O sacerdote comum usava uma tiara. Esta peça era feita 3 de linho fino (Êxodo 39:28). A palavra hebraica (migbaoth), da qual sei traduziu tiara, significa "ser sublime".

                D. Calçado. Durante o culto, os sacerdotes ficavam descalços. Antes de entrarem no tabernáculo, deviam lavar as mãos e os pés "Pôs a bacia entre a tenda da congregação e o altar, e a encheu água, para se lavar. Nela Moisés, Arão e seus filhos lavavam as mãos e os pés" (Êxodo 40:30-31). A área na qual os sacerdotes ficavam era considerada solo sagrado, como foi no caso de Moisés e a sarça ardente (Êxodo 3:5).

                E. Cuidado do cabelo. Vemos, em Levítico 21:5, que a calvície desqualificava um homem para o exercício do sacerdócio. Não permitido ao sacerdote rapar a cabeça ou rasgar as suas vestes mesmo para chorar a morte do pai ou da mãe (Levítico 21:10-11).


VESTES DO SUMO SACERDOTE

Um dos característicos que separavam o sumo sacerdote do sacerdote comum era o espargir de suas vestes com o óleo da unção (Êxodo 28:41; 29:21). Quando o sumo sacerdote falecia suas vestes passavam ao seu sucessor.
                As vestimentas do sumo sacerdote compunham-se de sete peças ― a estola, a sobrepeliz, o peitoral, a mitra, a túnica bordada, o cinto e os calções (Êxodo 28:4, 42).

Fabricação de roupas. A roupa usada pelos hebreus servia como símbolo externo dos sentimentos e desejos íntimos do indivíduo. As ocasiões festivas e alegres pediam cores vivas, enquanto a pessoa enlutada vestia pano de saco, o mais pobre tipo de vestimenta. As famílias israelitas faziam a maior parte de sua própria roupa. Nesta cena doméstica, o pai está fazendo sandálias de couro enquanto a mãe costura uma túnica do material que ela teceu.

                A. Estola. As vestes do sumo sacerdote eram feitas de linho simples (1 Samuel 2:18; 2 Samuel 6:14), como o eram as vestes de todos os sacerdotes. A estola, porém, era feita de "ouro, estofo azul, púrpura, carmesim e linho fino retorcido" (Êxodo 28:6). Isto indica que ela era uma mistura de lã e linho, visto que o linho só podia ser tingido de azul. A "obra esmerada" significa algum tipo de bordado.
                A estola dividia-se em duas partes. Uma parte cobria as costas e a outra o peito do usuário. A vestimenta era presa nos ombros por uma grande pedra de ônix.
                O cinto da estola era feito de estofo azul, púrpura e carmesim entretecido com fio de ouro (Êxodo 28:8).

                B. Sobrepeliz da estola. A sobrepeliz da estola era de material inferior ao da estola, tingida de azul (Êxodo 39:22). Era usada sob a estola e mais comprida do que esta. A sobrepeliz não tinha mangas, A penas aberturas nos lados para os braços.
                A orla desta vestimenta tinha uma franja de romãs de estofo azul, púrpura e carmesim, com uma campainha de outro entre uma romã e outra. Essas campainhas eram presas à orla da sobrepeliz do sumo sacerdote para que se pudesse ouvir quando ele entrava no lugar santo ou de lá saía (Êxodo 28:32-35).

                C. Peitoral. O peitoral do sumo sacerdote acha-se descrito com pormenores em Êxodo 28:15-30. Era uma peça de material bordado, com cerca de 25 cm de lado, quadrado e duplo formando um saco ou bolsa.
                Esta vestimenta sacerdotal era adornada com doze pedras preciosas, cada uma delas trazendo o nome de uma das doze tribos de Israel (Êxodo 28:17-21). Os dois cantos inferiores eram presos ao cinto. Os anéis, as cadeias e outros prendedores eram de ouro ou de cordão de fina qualidade.
                O peitoral e a estola eram chamados de "memória" (Êxodo 28:12, 29), porque lembravam ao sacerdote seu relacionamento com as doze tribos de Israel. Também era chamado "peitoral do juízo" (Êxodo 28:15), talvez porque fosse usado pelo sacerdote, que era porta-voz da justiça e juízo de Deus à nação judaica. Também pode ter sido assim; chamado porque ele provia um receptáculo para o urim e o tumim, os oráculos sagrados que mostravam os juízos de Deus sobre os homens (cf. Números 26:55; Josué 7:14; 14:2; 1 Samuel 14:42).

                D. Mitra. A mitra, ou turbante superior, era o ornato oficial para a cabeça do sumo sacerdote (Êxodo 28:39). Era feita de linho fino, tinha muitas dobras, e seu comprimento total era de cerca de 7,3 m.
                Este pano comprido era enrolado em torno da cabeça na forma turbante. Na frente da mitra estava uma lâmina de ouro com as palavras hebraicas "Santidade ao Senhor" (Êxodo 28:36-43; 39:28, 30).

                E. Túnica bordada, cinto e calções. Esta túnica especial era de orla comprida, feita de linho, e bordada com um desenho como se nela houvessem pedras (Êxodo 28:4).  Os sacerdotes comuns também usavam esta vestimenta.
                O cinto das vestes do sumo sacerdote era enrolado em torno corpo diversas vezes, desde o peito em sentido descendente, pontas do cinto pendiam até aos tornozelos (Êxodo 29:5). Sob vestes sacerdotais, o sumo sacerdote usava o mesmo tipo de calções que o sacerdote comum.

 Obs. Túnica. A túnica era um manto exterior com mangas. O cinto ― às vezes ornamentado com metais preciosos, pedras ou bordado ― prendia esta vestimenta ao corpo

Fonte:  PACKER, James. TENNEY, Merrill. WHITE, William. Vida Cotidiana Nos Tempos Bíblicos. Editora Vida. São Paulo, Brasil.