História e Bíblia

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terça-feira, 29 de maio de 2012

Que Mundo Maravilhoso - Teologia Audiovisual


Que Mundo Maravilhoso

Ouça, veja, perceba e aprenda um pouco de teologia em áudio vídeo:





domingo, 27 de maio de 2012

O QUE MAIS FALTA A JESUS?... HERMENÊUTICA





O QUE MAIS FALTA A JESUS?...


Paulo nos diz que a letra mata [mesmo que seja letra da Escritura…]; que o exercício que tenta ver mágica de revelação na exegese, é tolice [prova disso é o modo como ele “usa” as Escrituras do Antigo Testamento]; que qualquer “interpretação” que não seja via Encarnação, ou seja: centrada exclusivamente em Jesus — é engano religioso que presume ler tudo o que foi dito como “interpretação correta”...

Como poucos [...] Paulo entendeu que o Evangelho era Jesus e que Jesus era o Evangelho; e que tudo o mais que tivesse havido e sido escrito antes, como “Escritura”, agora, depois de Jesus, depois da Encarnação, depois de Emanuel: Deus conosco — teria que ser submetido ao espírito de Jesus, ao espírito do Evangelho; pois, na Velha Aliança se poderia invocar a Deus para que mandasse fogo do céu para consumir os adversários, mas, em Jesus, a mesma idéia antiga de “poder espiritual”, fora completamente banida, repreendida e abominada por Ele, que, ante tal proposta de piedade perversa [que eu chamo de peidade...] feita por João, apenas respondeu com a seguinte afirmação: “Vós não sabeis de que espírito sois!...”

“Toda Escritura é inspirada por Deus e apta para o ensino, a correção e a educação na justiça” — dizia Paulo; embora, ao assim dizer, não transferisse para as Escrituras nada além do poder de testemunhar Jesus, no que [...] e se [...] ela desse testemunho de Jesus; posto que para os apóstolos [e João declara isso], “o testemunho de Jesus era o espírito de toda a profecia”; ou seja: a finalidade de toda a Palavra escrita [...] era ser apenas, agora, testemunho da verdade dos fatos do encontro entre a humanidade e Deus, e, depois, entre os hebreus e Deus, e, ainda depois, acerca de Israel como nação e Deus como o Senhor das nações; e, agora, em Jesus, era o testemunho que não se poderia entender antes de haver Encarnação; por isto, para Paulo, Jesus era a Chave Hermenêutica para a compreensão das Escrituras...

Assim, em Jesus, se tem a separação nas Escrituras de tudo quanto fosse circunstancial, passageiro, cultural, histórico, necessário ao tempo, de um lado, e, de outro lado, tem-se o que é permanente, o que é definitivo, o que é eterno, o que é Evangelho antes da manifestação histórica do Evangelho...

Depois de Jesus a Bíblia é a coletânea de livros nos quais se pode encontrar o testemunho histórico/profético acerca de Jesus, mas não se tem nada além disso...

Por exemplo, depois de Jesus a leitura se inverteu... Já não se lê as Escrituras em busca do Messias, mas, a partir do Messias se lê o todo das Escrituras; visto que, depois de Jesus, tudo quanto não seja Evangelho segundo o espírito de Jesus, ainda que esteja escrito na Bíblia, caiu [...], segundo Paulo e o escritor de Hebreus [...], em estado de obsolescência e caducidade...

Sim, Jesus é tudo; e quem não considere Jesus assim [...], ainda não entrou no reino do entendimento segundo Deus.

Este é um fato ante o qual não há barganhas a propor...

Ou é assim..., ou, então, ter-se-á tudo com a grife Jesus, mas de Jesus mesmo não se terá nada...

Há, todavia, aqueles que se escandalizam quando digo que Jesus é o Único Verbo, a Única Palavra Eterna; e que o mais... [a Bíblia toda], é testemunho humano, inspirado; sim, testemunho dessa esperança ou dessa fé, mas não é nada..., além disso...; visto que em Jesus, e não na Bíblia, é que estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento...

Sem tal visão tudo é idolatria...

Sim, a Bíblia vira ídolo, as Escrituras ficam maior que Jesus, e as doutrinas da “igreja” se tornam a “etiqueta comportamental de Deus”, conforme definida pelos homens...

Ou seja: porque deixou de ser assim é que herdamos a desgraça do “Cristianismo de Constantino”, que é o que se tem como “igreja” e “crença” em Jesus até hoje; mas que nada tem a ver com o Evangelho; posto que tudo tenha sido construído a partir da Bíblia como livro e dos “mestres” como decodificadores da revelação; e, em tal caso, Jesus tinha que se harmonizar com o todo da Escritura, e não a Escritura se harmonizar a Jesus [...].

Para os apóstolos, no entanto, se requeria a coragem de deixar de fora tudo quanto não coubesse mais [...] ante o avanço revelado da vontade de Deus encarnada em Jesus.

Esta é a coragem de ruptura que também se demanda de quem quer que queira tornar-se discípulo de Jesus, e de Jesus somente...

Você tem outra pretensão?...

Ora, nossa única pretensão deveria apenas ser o tornarmo-nos cartas vivas [...], evangelhos de carne e sangue [...], epistolas de reconciliação [...], escrituras feitas de inscrição no coração...

Sim, pois em Jesus, tanto como promessa feita pelos Profetas, como também mediante o Seu próprio Prometer aos Seus [todos] discípulos — está dito que todos os que Nele cressem seriam evangelhos andantes [...], cartas hebréias em sua mobilidade no caminho [...]; ao ponto de Paulo declarar que nosso chamado é para sermos cartas vivas, escritas pelo Espírito do Deus vivente; cartas essas vistas e lidas por todos os homens, mediante os nossos atos de amor, e nossa visão tomada pela mente de Cristo, que é o Evangelho.

Doutrina certa segundo Jesus é vida vivida em amor...

O que passar disso é Cristianismo, não Evangelho!

Pense nisso!





Nele, que é tudo que como tudo eu precise nesta vida ou em qualquer outra forma de existência,
Caio Fábio








O que você precisa saber sobre a fome em 2012 - ONU

Informativo da ONU

Quantas pessoas passam fome no mundo e onde a maioria delas vive? Quais são os efeitos da desnutrição sobre  a mente e o corpo e o que podemos fazer para ajudar essas pessoas? O Programa Mundial de Alimentos (PMA) preparou uma lista com dez fatos essenciais para entender por que a fome é o maior problema solucionável que o mundo enfrenta hoje.


1. Aproximadamente 925 milhões de pessoas no mundo não comem o suficiente para serem consideradas saudáveis. Isso significa que uma em cada sete pessoas no planeta vai para a cama com fome todas as noites. (Fonte: FAO, 2012)
2. Embora o número de pessoas com fome tenha aumentado, na comparação com o percentual da população mundial, a fome na verdade caiu de 37% da população em 1969 para pouco mais de 16% da população em 2010. (Fonte: FAO, 2010)
3. Bem mais que a metade dos famintos do mundo – cerca de 578 milhões de pessoas – vivem na Ásia e na região do Pacífico. A África responde por pouco mais de um quarto da população com fome do mundo. (Fonte: FAO, O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo, 2010)
4. A fome é o número um na lista dos 10 maiores riscos para a saúde. Ela mata mais pessoas anualmente do que AIDS, malária e tuberculose juntas. (Fonte: UNAIDS, Relatório Global de 2010; OMS, Fome no mundo e Estatística Pobreza, 2011).
5. Um terço das mortes entre crianças menores de cinco anos de idade nos países em desenvolvimento estão ligadas à desnutrição. (Fonte: UNICEF, Relatório sobre Nutrição Infantil, 2006)
6. Os primeiros 1.000 dias da vida de uma criança, desde a gravidez até os dois anos de idade, são a janela crítica para combater a desnutrição. Uma dieta adequada neste período pode protegê-las contra o nanismo mental e físico, duas consequencias da desnutrição. (Fonte: Comitê Permanente da ONU sobre Nutrição, 2009)
7. Custa apenas 25 centavos de dólar por dia alimentar uma criança com todas as vitaminas e os nutrientes de que ela precisa para crescer saudável. (Fonte: PMA, 2011)
8. Mães desnutridas muitas vezes dão à luz bebês abaixo do peso. Essas crianças tem 20% mais probabilidade de morrer antes dos cinco anos de idade. Cerca de 17 milhões de crianças nascem abaixo do peso a cada ano. (Fonte: UNICEF, Um Mundo para as Crianças, 2007)
9. Em 2050, as alterações climáticas e os padrões climáticos irregulares levarão mais de 24 milhões de crianças à fome. Quase metade dessas crianças vivem na África Subsaariana. (Fonte: PMA, Mudanças Climáticas e Combate à Fome: Respondendo ao Desafio, 2009)
10. A fome é o único grande problema solucionável que o mundo enfrenta hoje. Aqui estão oito estratégias eficazes de combate à fome.


Oito exemplos de ajuda efetiva no combate à fome

Da merenda escolar até os vales-refeição, aqui estão oito exemplos de ajuda que a experiência do Programa Mundial de Alimentos (PMA) tem demonstrado ser eficaz.
1. Alimentação escolar ajuda no aprendizado das crianças
O fornecimento de refeições gratuitas para as crianças na escola significa dar a comida que necessitam para se concentrar em sala de aula. Isso também contribui para que elas permaneçam na escola e obtenham a educação necessária para escapar da pobreza e da fome.
2. Cêstas de alimentos para uso doméstico mantém as meninas na escola
Doar cestas de arroz ou óleo para meninas que frequentam a escola é um incentivo para que os pais orientem suas filhas para o colégio, em vez de mantê-las em casa. Meninas educadas hoje significam famílias mais fortes no futuro.
3. Treinamento para a autonomia das mulheres
Ao dar cestas alimentares para mulheres pobres em troca de cursos de formação em jardinagem, apicultura ou de outras competências, garante-se um meio para que elas se sustentem e ajudem suas famílias ao longo dos anos.
4.  Mães bens alimentadas significam bebês saudáveis
Ao fornecer o tipo certo de nutrientes e alimentos para as mulheres durante a gravidez ou a amamentação de seus filhos são dados os nutrientes necessários para desenvolver mentes e corpos saudáveis.
5. Alimentos nutritivos ajudam a combater a AIDS
Pessoas que vivem com HIV precisam de muita energia e nutrientes de modo que seus corpos possam combater o vírus e absorver os medicamentos antirretrovirais.
6. Vales permitem que cidadãos com fome tenham acesso a comida
Quando há comida nos mercados, mas as pessoas pobres simplesmente não conseguem pagar por ela, então os vales-refeição podem ajudar a garantir às famílias vulneráveis acesso aos alimentos. Essas pessoas também ajudam a sustentar a economia local.
7. A ajuda alimentar salva vidas após desastres
O fornecimento de rações alimentares de emergência após um terremoto ou uma inundação pode salvar milhares de vidas. Ele também pode manter as crianças livres da desnutrição, protegendo assim o seu desenvolvimento físico e mental.
8. Apoio aos agricultores fortalece as comunidades
Dar formação e apoio aos pequenos agricultores, ajudando-os a se conectar melhor aos mercados, auxilia as comunidades a desenvolver sistemas de produção de alimentos resilientes e capazes de resistir a choques ocasionais.

terça-feira, 22 de maio de 2012

João Wesley (Heróis da Fé)

João Wesley (Heróis da Fé)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ilustração – Oportunidade Perdida






Ilustração – Oportunidade Perdida

Nos EUA existe a pena de morte. E um homem, por um motivo fútil, embriagado, iracundo, descontrolado, matou um amigo dentro de um bar. Ele foi preso em flagrante, julgado e condenado à morte. Ele ficou aguardando a execução.

Levantou-se nos EUA um clamor nacional, pedindo ao governador daquele estado que tinha pena de morte, que perdoasse o criminoso, concedendo-lhe o perdão, o indulto, mudando a pena, tirando de sobre ele a pena de morte.

Sensibilizado, o governador resolveu conceder o indulto para aquele criminoso. E o governador decidiu que, pessoalmente, levaria aquela carta concedendo o perdão, transferindo a pena de morte para outra coisa.

Vestido de terno, o governador foi visitar o preso. Quando viu aquele homem de terno à porta de sua cela, o preso, que era uma pessoa ignorante, pensou que fosse um Pastor dentro da cadeia, de terno e gravata. Ele falou com ele mesmo: "Hum...mais um Pastor aqui para me encher a paciência". Assim, ele deu às costas ao governador. Porque naquela semana, ele já havia sido visitado por sete Pastores que lhe pregavam o arrependimento.

Pensando que o governador era mais um Pastor, o condenado virou as costas e não quis mais atender ao governador, sem saber que junto estava o perdão - a mudança da pena de morte.

O governador ficou aborrecido de ver a dureza do coração daquele homem que não quis sequer atende-lo, sendo ele governador. A autoridade foi embora e cancelou o perdão.

O carcereiro chegou para o preso e disse: "Você é louco? Por que não atendeu ao governador? O homem veio aqui pessoalmente te trazer perdão e você não o atendeu?" O condenado respondeu: "Ah, mas eu pensei que era um Pastor. Chame ele para mim, chama". Disseram: "Agora é tarde. O governador já foi embora.

Aquele homem foi executado e nada adiantou os seus apelos e seus pedidos, pois já era tarde demais. O Senhor Jesus declara: "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei e ele comigo".

Você pensa que eu sou simplesmente um Pastor? Eu sou servo do Deus Altíssimo e eu trabalho para Jesus Cristo. Eu estou aqui enviado em nome do Senhor para trazer o perdão, a chance de salvação para a sua vida. Eu não te trago isso na forma de uma carta. Eu te trago isso na forma da Palavra de Deus. E se você quiser, e receber, você será perdoado e salvo.

Mas se você me desprezar e ignorar esta Palavra que eu te trago, desprezando a pessoa que eu represento, que está me enviando a ti, depois será tarde demais. Ouve, então agora a voz do seu Senhor, abre o seu coração, se arrepende dos seus pecados e aceita a Jesus Cristo como o teu Único Salvador, porque Ele não somente é o perdão, mas principalmente a tua salvação.

Pastor Juanribe Pagliarin


sábado, 12 de maio de 2012

O DEUS QUE FALA DO MEIO DO REDEMOINHO






O DEUS QUE FALA DO MEIO DO REDEMOINHO
Caio Fabio

“Depois disto, o Senhor, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó...”

Jó foi o homem que conheceu o poder construtivo das perdas.

Perdeu tudo. Perdeu todos. Os filhos haviam morrido, seus bens roubados ou devastados pelas catástrofes que sobre ele se abateram. Sua saúde é atingida de tal modo que ele fica por um fio: incapaz de viver e incapaz de morrer – existindo no limbo onde nem a vida e nem a morte lhe são possibilidades de alívio. Sua mulher se des-casa de sua dor. Seus servos já não o reconhecem. Sua dignidade e virtudes antes aclamadas são agora interpretadas por quase todos como uma grande falsificação. E, por último, perde os amigos, que interpretam sua calamidade como um juízo divino sobre a sua vida.

Jó ficou só. E a companhia de seus amigos acusadores se lhe tornou presença idêntica a do Acusador. Seus amigos, sem o saberem, haviam se tornado mais danosos à sua alma que Satanás.

Jó quer saber o por quê. Geme. Pede a morte. Deseja ser um aborto. Amaldiçoa o dia de seu nascimento. Denuncia a História Humana como cenário do Absurdo e da Injustiça. E, diante dos amigos, nega-se a confessar-se para além do que já dissera.

Jó se permite sofrer. Jó conhece a Indisponibilidade de Deus e dos homens e começa a adoecer de um mal maior. Jó estava ficando amargurado com as interpretações homens e com o silêncio de Deus. E no seu desespero, ele constitui Deus seu Advogado contra Deus e os homens.

As vozes tanto dos juízos humanos de seus amigos quanto as dos clamores de Jó cessam apenas quando Deus “responde” a Jó do meio de um redemoinho!

Sempre me perguntei por quê Deus falou a Jó do “meio de um redemoinho”. Ora, a vida de Jó estava sob total poder avassalador. Sua existência havia sido “varrida” pela força daquele diabólico “tornado” que destruíra tudo o que ele amava e havia construído. Daí, então, a imagem ser perfeita.

Era como se Deus dissesse: “Eu estou no meio de teus tormentos!”

O fato mais interessante é que o “meio do redemoinho” é um lugar de paz. Hoje sabemos que no “olhinho”, no centro das tensões que formam o fenômeno do redemoinho, existe um silêncio total, uma calma absolutamente chocante, uma “causa-paz” que contraria o “efeito-catástrofe” por ele manifesto. E aqui há uma “parábola”. Isto porque o redemoinho é produto de uma relação de causa e efeito estudável no universo das leis fixas. Mas, estranhamente, existe uma “contradição” nele, pois, no meio da devastação existe um lugar oposto, um lugar de paz. E é desse “lugar” que Deus fala a Jó. E, assim, Deus usa um fenômeno de “causa e efeito” a fim de manifestar a “não-causalidade” dos efeitos que Jó experimentava na carne. Jó era vítima de fenômenos físicos e espirituais, mas seu Deus continuava o mesmo e não havia se permitido mudar pelas tormentas que quase mataram Seu “amigo Jó”.

Na maioria das vezes é no meio do redemoinho onde se encontra a maior Graça!






quinta-feira, 3 de maio de 2012

Teologia: A Fala de Deus


Teologia: A Fala de Deus.
Por Edson Maciel

"Todo homem é um filósofo" (Gramsci)


O axioma acima é irrefutável! Mesmos tendo sido pronunciado por alguém alheio a Palavra de Deus. Afinal todo ser que pensa, que tem habilidade racional e intuitiva, que pode desenvolver –se cognitivamente é, por excelência, filósofo. Se filosofia, por definição, é amor ao saber ou amigo do saber, (Φιλοσοφία), logo todo ser pensante e por consequencia aprendente, pois quen pensa tende a aprender com o resultado de sua equação mental, por isso todo homem é um filosofo. Tomemos o exemplo biblico bem corriqueiro:

Lucas 12:54-56 – “Dizia também às multidões: Quando vedes subir uma nuvem do ocidente, logo dizeis: Lá vem chuva; e assim sucede; e quando vedes soprar o vento sul dizeis; Haverá calor; e assim sucede. Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo?

De acordo com a fala de Jesus o grande problema do homem, em particular de seus seguidores, é o de saber discernir. Podemos ter como base também os escritos de Salomão em Eclesiastes. Vejamos:

Eclesiastes 3:1-8 – “Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

Tanto Salomão quanto Jesus alertam para a sabedoria popular. A vivência, o tempo, uma postura inteligente de se viver faz com que consigamos aprender a “prever” determinadas situações e, então, preparar-se para as circunstancias advindas.
Porém a grande questão é, para nós cristãos, aprender a discernir as coisas de Deus. Será possível “aprender” a discernir. Provavelmente não e sim. Afinal discernimento além de ser uma arte humanamente possível, pois a arte de raciocinar, como vimos nos exemplos bíblicos acima, nos permite prever determinados acontecimentos. Mas discernir também é um dom dado pelo Espírito Santo (1 Co 12:10b).
O pressuposto nosso é: pensar teologicamente. Tendo como premissa que o termo teologia o conceito de “o que Deus esta falando”. Por definição, optamos por A. H. Strong, que diz: “Teologia é a ciência de Deus e das relações entre Deus e o universo”.
O que queremos dizer com “pensar teologicamente” é, portanto, buscarmos bases firmes, alicerces bem fundamentados para entendermos o propósito divino para nossas vidas. Ou melhor dizendo, viver de forma inteligente para Deus proporcionará uma relação saudável entre nós e Deus. É a bússola, o norte, o referencial já temos, a saber: A Bíblia Sagrada. A Palavra de Deus inerrante e infalível. Tendo estes pressupostos em mente podemos concluir então que:
1 – Sou um ser pensante: consigo raciocinar e buscar soluções para um viver melhor.
2 – Sou um ser religioso: consigo me relacionar com Deus, o criador de todas as coisas, por isso preciso usar minha capacidade de reflexão para que este relacionamento seja desenvolvido de forma saudável e sempre de aproximação.
3 – Sou um ser aprendente: posso desenvolver minha capacidade pensante e religiosa de forma positiva e construtiva, contribuindo para um viver melhor meu e de meus semelhantes.


Teologia se faz com Raciocínio
Vamos Raciocinar com Lógica! Isso é fácil de se dizer, e até mesmo de se praticar. Contudo, quando alguém diz que se deve raciocinar com lógica, o que de fato esta querendo dizer, ou melhor dizendo, como fazer isso? Basicamente existem dois tipos de raciocínio lógico: O DEDUTIVO e o INDUTIVO. O indutivo é comumente usado pelos sistemas religiosos, mesmo entre as Igrejas tradicionais, pois é dai que se formulam as chamadas doutrinas, e dai que se elaboram os famosos Regimentos Internos (R. I.); é também a partir de raciocínios indutivos que se originaram sétimo Dia, Igreja da Unificação, Mórmons e, porque não dizer a Congregação Cristã no Brasil. Em geral tais grupos formam um seleto grupo de “especialistas” que elaborarão suas chamadas “doutrinas” elementares. E seus adeptos não necessitarão lerem mais nada, pois o que precisam saber já esta produzido por seus “especialistas”, pelo que os Testemunhas de Jeová denominam de: Escravo Fiel e Discreto ou Corpo Governante. A indução, neste caso, tem por base o texto contido em Mateus 24:45-47:

Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado? Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim! Deveras eu vos digo: ele o designará sobre todos os seus bens.

Quem não gostaria de ser este quem Jesus se refere? É tentadora a ideia de aplicar a si mesmo ou a um grupo, (de preferência o nosso), de ser ou sermos os detentores da verdade ultima. Tentador é deveras perigoso. Pois a lógica indutiva tem as seguintes características:
Método indutivo é aquele que parte de questões particulares até chegar a conclusões generalizadas. Este método é de raciocinar é precário, por não permitir a quem dele se utiliza uma maior possibilidade de criar novas leis, novas teorias.
Outra forma de raciocinar é usando a lógica dedutiva. A diferença é fundametal, principalmente nas conclusões. E para nós que buscamos ler, entender, interpretar, analisar para aplicar na vida ora chamamos de cristã, a exegese, para ser mais confiável, deve ter premissas que não deixem parametros para dúvidas. Óbvio que a Palavra de Deus é viva e eficaz (Hb 4:1) ea leitura de forma sistemática e buscando sempre uma interpretação que seja mais próxima possível da inteção do autor e da vontade de Deus. Portanto:
“Método dedutivo é a modalidade de raciocínio lógico que faz uso da dedução para obter uma conclusão a respeito de determinada(s) premissa(s).
A indução normalmente se contrasta à dedução. Essencialmente, os raciocínios dedutivos se caracterizam por apresentar conclusões que devem, necessariamente, ser verdadeiras caso todas as premissas sejam verdadeiras.
Possui base racionalista e pressupõe que apenas a razão pode conduzir ao conhecimento verdadeiro. Partindo de princípios reconhecidos como verdadeiros e inquestionáveis (premissa maior), o pesquisador estabelece relações com uma proposição particular (premissa menor) para, a partir de raciocínio lógico, chegar à verdade daquilo que propõe (conclusão).”[1]
Basicamente a diferença entre as duas formas de se raciocinar é:
“A lógica diferencia duas classes fundamentais de argumentos: os dedutivos e os indutivos. Os argumentos dedutivos são aqueles que as premissas fornecem um fundamento definitivo da conclusão, enquanto nos indutivos as premissas proporcionam somente alguma fundamentação da conclusão, mas não uma fundamentação conclusiva, identificando dessa maneira os conceitos de dedução e raciocínio válido. Uma outra maneira de expressar essa diferença é dizer que numa dedução é impossível que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa, mas no raciocínio indutivo no sentido forte isso é possível, mas pouco provável. Num raciocínio dedutivo a informação da conclusão já está contida nas premissas, de modo que se toda a informação das premissas é verdadeira, a informação da conclusão também deverá ser verdadeira. No raciocínio indutivo a conclusão contém alguma informação que não está contida nas premissas, ficando em aberto a possibilidade de que essa informação a mais cause a falsidade da conclusão apesar das premissas verdadeiras.”[2]
Concuindo entao nosso raciocinio lógico dedutivo, a logica indutiva parte das partes para entender o todo enquanto que a dedutiva busca ter todas as informações para entender as partes. E é esta a forma que adotamos para elaborarmos uma exegese confiavel e acima de qualquer suspeita, levado-se em conta que a Palavra de Deus não deve ser usada com fins obscuros, ou como esta escrito em 2 Pedro 1:20:

Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

Teologia: Deus se Revelando de Forma Sistemática
Nossa proposta é estudar as doutrinas principais da Bíblia, de forma clara e buscando sempre analises exegéticas da principal fonte cristã: a Bíblia. Estudaremos as seguintes doutrinas:

1 – Teologia Deus: Doutrina de Deus
2 – Cristologia: Estudo acerca de Cristo
3 –  Pneumatologia: Estudo acerca do Espírito Santo[3]

Entendemos que ao estudarmos estas três principais doutrinas cristãs, nos apropriaremos, de maneira geral de uma das principais doutrinas bíblicas, a saber, soterologia, que é a Doutrina da Salvação.
Antes, porém, mas fazer uma breve abordagem sobre como o homem chegou a se apropriar de tais estudos. Sim, pois para que chegássemos a elaborar estudos sistemáticos sobre estes e outros assuntos acerca de Deus, Jesus e o Espirito Santo, foi necessário que houvesse por parte de Deus tomar a iniciativa, afinal o homem por si mesmo é alheio a Deus (Efésios 4:18). Este, digamos, contato, denomina-se REVELAÇÃO.

Teologia e Revelação
Tudo se inicia em Genesis. Sem Genesis e esta clara demonstração do amor de Deus ao se revelar ao homem, não sabemos como poderia ser a vida humana. Deus, em sua infinita bondade criou todas as coisas e se manifestou aos homens. Revelando-se. Latourelle (1985, p.13), assim define o inicio da religião tendo por suposto a Revelação:
Caracteriza-se a religião do Antigo Testamento pela afirmação de uma intervenção de Deus na historia, intervenção devida unicamente à sua decisão. É concebida essa intervenção como o encontro de alguém com alguém: alguém que fala com alguém que ouve e responde. Dirige-se Deus ao homem como um Senhor a seu servo, interpela-o, que ouve a Deus, responde pela fé e pela obediência. O fato e o conteúdo dessa comunicação, nós chamamos de revelação.

Podemos afirmar que cristianismo adota quatro diferentes revelações, a saber:

1 – A Revelação da Natureza:
♦ Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento atesta a obra de Suas mãos. Um dia ao seguinte transmite esta mensagem; uma noite à outra a comunica. Não é linguagem humana, não há palavras e som algum é percebido. (Salmos 19:1-4)[4]

2 – A Revelação Escrita:
♦ Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. (Hebreus 4:12)

♦ Temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo. (2Pedro 1:19-21).

3 – Revelação Especial: O Verbo Encarnado
♦ Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, (Gálatas 4:4)

♦ No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. (João 1:1-3, 14)

♦ E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo, o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós, que por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de modo que a vossa fé e esperança estivessem em Deus. (1 Pedro 1:17-21)

Estes meios de Deus se revelar possibilitam que o homem se encontre com Ele. Quanto mais o homem perscruta em busca da revelação, mais se aproxima de Deus; e quanto maior o conhecimento de Deus, maior a fé e menor o medo. Se a iniciativa foi de Deus em se auto revelar inferimos que a sua intenção era a de se aproximar cada vez mais de sua criação.

   Deus


Natureza                  Bíblia                 Cristo


     Homem
O plano divino sempre foi o de se aproximar de sua criação, em especial do homem. E Sua intervenção é sutil e marcante ao mesmo tempo. Pois poderia ter criado o homem sem vontade, sem capacidade de escolher. Mas optou em criar um homem com habilidade racional e moral, para se revelar a ele e dar-lhe a chance de optar se converter ou não.









Fontes Bibliográficas

BÌBLIA HEBRAICA. São Paulo: Sefer, 2006.
LATOURELLE, René. Teologia da Revelação. 4.ed. São Paulo: Edições Paulinas, 1985.

Autor: Edson Maciel, pastor e teólogo.



[3] Existem outra gama de estudos que poderíamos inserir, como hamartiologia (estudo do pecado), angelologia (estudo dos anjos), antropologia (estudo sobre o homem), porém nesse momento faremos dentro destas três principais doutrinas as abordagens que forem necessárias sobre estas e outras que forem necessárias.

[4] Texto extraído da Bíblia Hebraica, Ed. Sefer, 2006.