História e Bíblia

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Balanço anual do macro: estamos indo de mal a pior
Leonardo Boff 30/12/2012

“A realidade mundial é complexa. É impossível fazer um balanço unitário. Tentarei fazer um atinente à macro-realidade e outro à micro. Se considerarmos a forma como os donos do poder estão enfrentando a crise sistêmica  de nosso tipo de civilização, organizada na exploração ilimitada da natureza, na acumulação também ilimitada e na consequente criação de uma dupla injustiça: a social com as perversas desigualdades em nível mundial e a ecológica com a desestruturação da rede da vida que garante a nossa subsistência e se, ainda tomarmos como ponto de aferição a COP 18 realizada neste final de ano em Doha no Qatar sobre o aquecimento global, podemos, sem exagero dizer: estamos indo de mal a pior. A seguir este caminho encontraremos lá na frente e, não demorará muito, um “abismo  ecológico”.
        Até agora não se tomaram as medidas necessárias para mudar o curso das coisas. A economia especulativa continua a florescer, os mercados cada vez mais competitivos –o que equivale dizer – cada vez menos regulados e o alarme ecológico corporificado no aquecimento global posto praticamente de lado. Em Doha só faltou dar a extrema-unção ao Tratado de Kyoto. E por ironia se diz na primeira página do documento final que nada resolveu, pois protelou tudo para 2015:”a mudança climática representa uma ameaça urgente e potencialmente irreversível para as sociedades humanas e para o planeta e esse problema precisa ser urgentemente enfrentado por todos os países”. E não está sendo enfrentado. Como nos tempos de Noé,  continuamos a comer, a beber e a arrumar as mesas do Titanic afundando, ouvindo ainda música. A Casa está pegando fogo e mentimos aos outros que não é verdade.
        Vejo duas razões para esta conclusão realista que parece pessimista. Diria com José Saramago: ”não sou pessimista; a realidade é que é péssima; eu sou é realista”. A primeira razão tem a ver com a premissa falsa que sustenta e alimenta a crise: o objetivo é o crescimento material ilimitado (aumento do PIB), realizado na base de energia fóssil e com o fluxo totalmente liberado dos capitais, especialmente especulativos.
Essa premissa está presente em todos os planejamentos dos países, inclusive no brasileiro. A falsidade desta premissa reside na desconsideração completa dos limites do sistema-Terra. Um planeta limitado não aquenta um projeto ilimitado. Ele não possui sustentabilidade. Aliás, evita-se a palavra sustentabilidade que vem das ciências da vida; ela é não-linear, se organiza em redes de interdependências de todos com todos que mantem funcionando todos os fatores que garantem a perpetuação da vida e de nossa civilização. Prefere-se falar em desenvolvimento sustentável, sem se dar conta de que se trata de um conceito contraditório porque é linear, sempre crescente, supondo a dominação da natureza e a quebra do equilíbrio ecossistêmico. Nunca se chega a nenhum acordo sobre o clima porque os poderosos conglomerados do petróleo influenciam politicamente os governos e boicotam qualquer medida que lhes diminua os lucros e não apoiam por isso as energias alternativas. Só buscam o crescimento anual do PIB.
Este modelo está sendo refutado pelos fatos: não  funciona mais nem nos países centrais, como o mostra a crise atual nem nos periféricos. Ou se busca um outro tipo de crescimento que é essencial para o sistema-vida, mas que por nós deve ser feito respeitando a capacidade da Terra e os ritmos da natureza, ou então encontraremos o inominável.
A segunda razão é mais de ordem filosófica e pela qual me tenho batido há mais de trinta anos. Ela implica consequências paradigmáticas: o resgate da inteligência cordial ou emocional para equilibrar o poderio destruidor da razão instrumental, sequestrada já a séculos pelo processo produtivo acumulador.  Com  nos diz o filósofo francês Patrick Viveret “a razão instrumental sem a inteligência emocional pode perfeitamente nos levar a pior das barbáries”(Por uma sobriedade feliz, Quarteto 2012, 41); haja vista o redesenho da humanidade, projetado por Himmler e que culminou com a shoah, a liquidação dos ciganos e dos deficientes.
Se não incorporarmos a inteligência emocional à razão instrumental-analítica, nunca vamos sentir os gritos da Mãe Terra, a dor das florestas abatidas e a devastação atual da biodiversidade, na ordem de quase cem mil espécies por ano (E.Wilson). Junto com a sustentabilidade deve vir o cuidado, o respeito e o amor por tudo o que existe e vive. Sem essa revolução da mente e do coração iremos, sim, de mal a pior.”

Veja meu livro: Proteger a Terra-cuidar da vida: como evitar do fim do mundo, Record 2010.

Conheça o site http://leonardoboff.wordpress.com/






Um Deus anônimo
Leonardo Boff

Como homem, Jesus é como todos os homens: um trabalhador, carpinteiro como seu pai, José e um camponês mediterrâneo. Nem super-herói nem um especialmente piedoso que chamasse a atenção.

Era um homem de vila, tão pequena, Nazaré, que nunca é citada em todo o Antigo Testamento, talvez com uns 15 casas, não mais. Participou do destino humilhante de seu povo, subjugado pelas forças de ocupação militar romana. Nenhum documento da época falou dele, fora dos evangelhos. Não era conhecido nas rodas nem de Jerusalém e muito menos de Roma.

Como diz ironicamente o poeta Fernando Pessoa, Jesus não tinha biblioteca e não consta que entendesse de contabilidade. Ele é um anônimo no meio da massa do povo de Israel.

O fato de ter sido a encarnação do Filho de Deus não mudou em nada essa humilde situação. Deus quis se revelar nesse tipo de obscuridade e não apesar dela. E precisamos respeitar e aceitar esse caminho escolhido pelo Altíssimo.

A lição a se tirar é cristalina: qualquer situação, por humílima que seja, é suficientemente boa para encontrar Deus e para acolhermos a sua vinda nos labores cotidianos.

Jesus, disse São Paulo, não se envergonhou de ser nosso irmão. E efetivamente é nosso irmão, não só porque quis se revestir de nossa humanidade, mas é nosso irmão, principalmente por ter participado de nossa vida cotidiana, tediosa, sem brilho e renome, a vida dos anônimos.

Disso tudo tiramos essa singela lição: a vida vale a pena ser vivida assim como é – diuturna, monótona como o trabalho do dia-a-dia – e exigente na paciência de conviver com os outros, ouvi-los, compreendê-los, perdoá-los e amá-los assim como são.

Ele ainda é nosso irmão maior, enquanto dentro desta vida de luz e de sombra, viveu tão radicalmente sua humanidade a ponto de trazer Deus para dentro dela, um Deus próximo, companheiro de caminhada, energia escondida que não nos deixa desesperar face aos absurdos do mundo.

Por isso, precisamos, a despeito de tantos pensadores desesperados e céticos reafirmar: o Cristianismo não anuncia a morte de Deus. E, sim, a humanidade, a benevolência, a jovialidade e o amor incondicional de Deus. Um Deus vivo, criança que chora e ri e que nos revela a eterna juventude da vida humana perpassada pela divina.

Leonardo Boff

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

AS ‘MADURAS’ CRIANCICES DOS DISCÍPULOS



AS ‘MADURAS’ CRIANCICES DOS DISCÍPULOS
Caio Fabio



No caminho de terra e areia sobre o qual Jesus andava com Seus discípulos, a medida em que o tempo os deixava a vontade para ventarem o que existia em seus interiores diante de Jesus, o que neles havia de oculto, para eles mesmos, passava a ser revelado.

Isto porque talvez apenas Pedro e Mateus, desde sempre, tenham sido quem eram, do ponto de vista público. Afinal, já eram homens ‘definidos’ em suas personalidades. Os demais, entretanto, foram se mostrando devagar...

O moço meigo, que fazia carinho em Jesus, irmão de um outro homem bom (João e Tiago, respectivamente), ambos desejavam supremacia sobre os demais. Prova disso é que a mãe deles pediu a Jesus para que os seus dois filhos tivessem lugares à direita e à esquerda do Senhor no reino de Deus. Ora, dificilmente uma mãe faria algo assim sem que isto preexistisse como uma certa inclinação dos ‘meninos’.

Prova de que estavam meio surtados é que quando desceram com Jesus do monte onde houve a Transfiguração, logo a seguir surge a conversa de quem entre eles era o maior. Depois veio o surto de autoridade divina que os fez dizer que haviam proibido alguém que expulsava demônios, de o fazer, apenas porque ‘não andava com eles’. Não era nem mesmo um ‘não anda contigo’ o que eles disseram. Sim, com extrema facilidade, apenas porque haviam recebido certas deferências de carinho e amizade, e também de investimento de Jesus neles, eles já se sentiam “especiais”, e já falavam em nome de Jesus até contra Jesus, e já eram os que sabiam das coisas, os que decidiam quem era quem..., os que agora eram ‘sócios’ da revelação..., esquecidos de quem eram: meninos empolgados e ainda inconseqüentes. Sim, se sentiam como aqueles que olham para Jesus e dizem ‘nós’ como quem ‘inclui Jesus’; esquecidos de quem eram: apenas os convidados e os incluídos pela Graça Inexplicável.

Além disso, no prosseguimento do mesmo surto, João se enche de um ‘poder’ tão estranho ao espírito de Jesus, que deseja fazer cair fogo do céu para consumir os samaritanos.

Meu Deus! Que viagem fez esse menino, João, até virar homem, e dizer que quem ama é nascido de Deus, e quem não ama, antes odeia, esse nunca nasceu de Deus; pois, Deus é amor!

É também o caso de Pedro. Depois de exposto a todas evidencias acerca de Jesus; e depois de ter visto e ouvido tudo o que teve chance de ver e ouvir — de súbito, por ter tido o ‘privilégio’ na Graça de discernir em Jesus o Cristo, arroga-se, daí em diante, a dizer o que Jesus deveria ou não fazer de Sua vida, chegando mesmo a dizer que Jesus estava dizendo que certas coisas futuras (cruz, morte, e até a ressurreição) jamais aconteceriam, visto que ele, Pedro, jamais permitiria que Jesus se expusesse a tal besteira.

Assim, após confessar aquilo que somente por ‘revelação divina’ se poderia saber, Pedro agora ouve Jesus lhe dizer, sem meias palavras e sem delicadezas: “Arreda de mim satanás, visto que cogitas conforme os homens e não segundo Deus!”

Algum tempo depois, quando a Cruz já se avizinhava, Jesus ‘lhes’ disse que Ele e o Pai eram Um, e muitas coisas mais acerca dessa intimidade de Deus com Deus. Então Pedro disse: “Agora cremos; pois agora é que falas claramente...” Jesus apenas olhou para ele e perguntou: “Credes agora? Pois vos digo que cada um fugirá... e eu ficarei só... mas não estou só... pois o Pai está comigo”.

É à volta desse evento que Jesus também advertiu a Pedro dizendo que satanás o requerera, a fim de peneirá-lo como se faz com o trigo... e que ele abrisse os olhos... embora Jesus tenha dito que orara por ele, para que sua fé não falecesse.

Ora, o resultado dessa ‘coragem’ espiritual e humana de Pedro e dos demais, incluindo os Filhos do Trovão, João e Tiago, manifestou-se idêntica. Na hora em que o bicho pegou... cada um correu para sua casa.

Usei esses dois exemplos (os irmãos Filhos do Trovão e Pedro-Pedra), apenas para falar que foi assim e que é sempre assim..., mesmo quando se está seguindo Jesus.

O que me interessa, entretanto, é a paciência de Jesus com esses meninos, que, ‘do nada’, se fizeram ‘aquilo’ que Jesus disse que não tentassem ser e nem fazer. E mais: assusta-me ver que num curtíssimo espaço de tempo é possível que os discípulos se inflem com tais sutis presunções.

Mas Jesus não desistia deles. Cria que eles ainda fariam muita tolice e que haveria ainda muita infantilidade (anos depois Pedro teve que ser repreendido por Paulo por fazer um apostolado de ‘média’ entre os gentios e os discípulos de Tiago de Jerusalém). Ora, é essa insistência de Jesus na formação da consciência de meninos a fim de que cresçam e virem homens maduros, aquilo que mais me fascina na relação Dele com os apóstolos, os quais, muitas vezes, diziam coisas e afirmavam realidades tão impróprias e ignorantes, que até parecia que eles é que haviam chamado Jesus para segui-los...

Meu pecado é tão grande que, conquanto eu precise dessa Graça que investe em mim e na minha meninice, até que eu me torne um homem maduro em Cristo, eu mesmo sei que me resta muito pouca paciência quando vejo pessoas fazerem isto comigo. Sim, comigo que não sou nada e que não dei minha vida pela salvação de ninguém.

Ou seja: é preciso ser maduro para ver que há muitos, bem intencionados, mas que, sem delegação, começam a falar por você, ou dizer o que você lhes ensinou como se fosse algo que os acometeu por ‘osmose’... ou que em nada tivesse a ver com sua doação de vida e tempo a eles.

Nessa hora, a maturidade de quem lidera é deixar como Jesus deixou... sem abandonar; pois, um pouco mais adiante, esses esquecidos acabarão por se lembrar da realidade com mais precisão.

Sim, quando as perseguições do mundo real os fizer saber com quantos paus se faz uma cangalha.

Assim, no Caminho, quem anda mais adiante pela experiência, tem que se revestir de muita paciência; pois, os surtos de infantilidade são os mesmos que se pode perceber que marcaram a jornada de Jesus com os discípulos que seriam um dia verdadeiros apóstolos.

No passado, eu levava muito tempo para admitir que o que eu via era o que de fato estava acontecendo. E mais: levava muito tempo para falar o que via. Hoje, entretanto, sofro muito mais, pois enxergo a bobeira antes dela virar palavra ou qualquer coisa, mas me contenho; e, quando falo, é apenas quando vejo que a pessoa, mesmo recebendo toques, não se enxerga no processo interior que nela está se instalando.

Desse modo, no Caminho, não há ninguém que não seja forçado a se enxergar e a crescer. E isto acontece quando a existência nos chama de nossas sombras, expõe as nossas entranhas e estranhas motivações; ou, muitas vezes, as tentações de poder latentes em nós.

Nesses anos de ministério já vi praticamente tudo acontecer. Sim, já vi de quase tudo em relação a pessoas que receberam anos de investimento... E mais: se eu fosse ficar ressabiado com tais constatações, não me animaria a fazer mais nada com ninguém; posto que não apenas cansei de muita criancice, como também, infelizmente, meu discernimento de espíritos, até desses brandos, cresceu enormemente nos últimos anos, o que me faz ter que exercitar muito mais paciência na espera pela chegada da maturidade; pois, quando você não vê nada, é muito melhor e menos sofrido do que quando você vê o tempo todo, mas deve esperar que a Palavra e o Espírito tragam revelação interior para esses corações.

Leva muito tempo pra gente ir deixando as coisas de menino e abraçando o mundo dos adultos no Reino!

Estou escrevendo isto porque, muitas vezes, recebo cartas de gente se candidatando a dirigir ou começar Estações do Caminho; e que sei serem gente boa de Deus; mas que se vão fazer qualquer coisa comigo, quero logo deixar claro que minhas sensibilidades para idiotices e buscas de supremacia e poder estão à flor de minha pele, e, muito raramente, hoje em dia, me engano quanto a isto; embora, com Jesus, eu esteja também aprendendo que os líderes Dele sempre começam como crianças bobas e tolas em muitas coisas. E eu mesmo que o diga!

Nele, que é Aquele que nos quer apenas sendo quem somos e fazendo o quê e como Ele nos ordenou,

Caio

Conheça o site http://www.caiofabio.net/

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

10 – Heróis da Fé – Davi Brainerd

















05 - Heróis da fé - Martinho Lutero


04 - Heróis da Fé - Jerônimo de Savonarola






03 - Heróis da fé - O Soluço de um Bilhão de Almas



02 - Heróis da Fé - O Salvador Espera e o Mundo Carece


01 - Heróis da Fé - Apresentação



quinta-feira, 26 de julho de 2012

Ministério: Chamado ou Profissão? Russell Shedd


Ministério: Chamado ou Profissão? Russell Shedd





sexta-feira, 20 de julho de 2012

Caio Fábio comenta "O livro de Eli"

Programa do canal Vem e vê TV em que o reverendo Caio Fábio comenta o filme "O Livro de Eli"

TEMA: VOCÊ CARREGA A BÍBLIA OU TEM A PALAVRA DE DEUS NO CORAÇÃO? (PAPO DE GRAÇA BASEADO NO FILME)


Obs. O programa sobre o filme começa com 36 minutos.








sexta-feira, 13 de julho de 2012

Vil cabaré




Vil cabaré - Da HQ "V de Vingança"

Há uma lâmpada quebrada para cada coração na Broadway. A vida é um jogo cheio de luzes que podem ser quebradas. Você recebe fantasias e um resumo da peça, depois é largado para improvisar neste vil cabaré. Não há mais gatinhos sendo acariciados, só mandados, formulários, memorandos e ordens de despejo - Há sexo, morte e sujeira humana, tudo por dez centavos. Os trens, pelo menos, saem na hora certa… mas não vão a lugar algum.
Diante das suas responsabilidades, seja de costas ou de joelhos, há senhoras que simplesmente gelam e não ousam partir. Viúvas, que se recusam a chorar, vestirão ligas e gravata-borboleta e aprenderão a levantar bem as pernas neste vil cabaré.
Finalmente o show de 1998! Balé no palco ardente, o documentário visto na tela rasgada, o poema aterrador rabiscado na página amassada! Há o policial de alma honesta que conhece a cabeça de quem está no timão, ele resmunga e enche seu cachimbo com um sentimento de intranquilidade. Em seguida, revista rapidamente os restos rotos de uma impressão digital ou mancha escarlate e empenha-se em ignorar os grilhões que o acorrentam.
Enquanto seu mestre, em trevas próximas, inspeciona as mãos com olhos brutais que jamais fitaram as coxas de uma amante, mas que esganaram a garganta de uma nação. Ele anseia, em seus sonhos secretos, o áspero abraço de máquinas cruéis, mas sua amante não é o que parece e ela não deixará bilhetes.
Finalmente, o show de 1998! A tragédia! A grande ópera barata! Suspense sem esperança! A aquarela na galeria inundada.
Há a jovem que quer, mas não pede. Ela está desesperada pelo amor de seu pai. Acredita que a mão sob a luva pode ser a que precisa segurar. Embora duvide da moralidade de seu anfitrião, ela decide que será mais feliz na terra do faça-o-que-quiser, do que se jogada ao relento.
Mas o pano de fundo se rasga, os cenários desaparecem e o elenco é devorado pela peça. Há um assassino na matinê. Há cadáveres na plateia.
Os produtores e atores também não estão certos se o show terminou. Com olhares oblíquos, eles esperam suas deixas -- mas a máscara apenas sorri.
Finalmente o show de 1998! A música-tema que ninguém conta! O balé do toque de recolher! A divina comédia! Os olhos de marionetes estranguladas por suas cordas!
Há emoções e calafrios, mulheres em abundância. Há marchinhas e surpresas! Há de tudo para todos os gostos. Reserve sua poltrona! Há perversos e danosos, mas não veados, judeus ou crioulos. Neste carnaval de bastardos. Este vil cabaré.

( V de Vingança )






A insensatez dos sensatos e a força social da utopia cristã hoje

Jung Mo Sung
Diretor da Faculdade de Humanidades e Direito da Univ. Metodista de S. Paulo.

Um homem sensato se revolta com a natureza das coisas? É claro que não, pois uma das características da sensatez é, precisamente, ter juízo e equilíbrio para não ir contra a realidade como ela é. Revoltar-se contra a natureza das coisas e a própria natureza como tal é sinal de imaturidade ou de insensatez. Como a sociedade precisa mais de pessoas sensatas do que insensatas, a conclusão seria que o melhor para vida social é menos rebelião contra a natureza da vida social. Conclusão essa que é compartilhada pela maioria da população.

Ao mesmo tempo, muitas pessoas diriam que não é sensato aceitar a realidade social e ambiental em que vivemos. A grande desigualdade social, as injustiças nas relações econômicas e sociais e os problemas ambientais são sinais de que as coisas não estão bem.

Ora, o que é, então, ser sensato nos dias de hoje? Aceitar as "regras do jogo”, a "natureza das coisas” da vida social, ou se rebelar? Isso depende do que entendemos por "natureza das coisas”.

Na Antiguidade, os povos acreditavam que a vida como eles conheciam era fruto do destino ou da vontade onipotente dos deuses. Não havia alternativa, por isso ninguém discutia a questão ética, da injustiça ou justiça, sobre a vida social ou familiar. Quando a vida que vivemos é compreendida como sendo conforme a vontade divina ou dos poderes espirituais da natureza, a discussão sobre injustiça ou justiça não faz sentido. Hoje, por ex., ninguém discute sobre a justiça ou injustiça da "lei da gravidade” porque é uma "lei natural”. Assim também era no passado distante sobre o papel das mulheres na sociedade e na família ou a fome e sofrimento dos pobres e o poder e a riqueza dos reis.

É só quando grupos de pessoas oprimidas conseguem imaginar um mundo diferente do que conhecem, um mundo onde seus sofrimentos não mais existem, é que a sua realidade passa a ser percebida como social e não mais como natural ou divina. Sem essa imaginação utópica (Franz Hinkelammert), a realidade social não pode ser criticada de modo radical. Geralmente, no passado e no presente, os pobres expressam essa imaginação através de linguagens religiosas por dois motivos básicos. Primeiro, porque falam de um mundo que ainda não veem, precisam de imagens e símbolos típicos da linguagem religiosa; segundo, porque percebem que, sendo pobres e fracos, precisam do poder ou ajuda de Deus para realizar esse sonho. Assim, eles criticam a religião e deus dominantes e expressam a fé em um novo Deus.

Se Deus que descobrem não está de acordo com o mundo que os sensatos dizem ser "natural” ou "divino”, qual a razão, a causa, da situação que agora é percebida como injusta? A resposta não pode mais ser "leis da natureza” ou vontade divina. Só pode ser responsabilidade humana. Em linguagem religiosa: só pode ser fruto do pecado. Só na medida em que a realidade social é vista como fruto do pecado, ou da injustiça, é que ela pode ser transformada profundamente. E esse juízo só é possível a partir da imaginação utópica de um mundo sem injustiças e mortes antes do tempo. Reino de Deus foi o nome dado por Jesus para essa "imaginação utópica”; imaginação essa que foi entendida, pela fé, como "visão” dada pelo Espírito.

Hoje, quando a expansão do "império capitalista global” é vista como "evolução natural”, o cristianismo ainda tem uma contribuição importante a dar enquanto religião: anunciar o Reino de Deus (a imaginação utópica) que permite ver como o império atual é fruto e expressão do pecado! A força social do cristianismo não está no seu discurso meramente ético, mas no seu discurso religioso capaz de desmascarar a insensatez das pessoas sensatas do mundo; desmascarar o pecado do mundo a partir da fé em Deus que deseja a vida abundante para todas e todos. [Jung Mo Sung, autor (com Hugo Assmann) de "Deus em nós: o reinado que acontece no amor solidário aos pobres”. Twitter: @jungmosung].


conheça o site: http://www.adital.org.br


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Política e Escapismo




Política e Escapismo

O pecado do escapismo é uma realidade, e mesmo os melhores dos santos têm sido tentados neste pecado. No Salmo 11, Davi foi tentado a fugir como um pássaro para uma montanha, pois os fundamentos da sua cultura estavam sendo destruídos. De fato, naquele capítulo ele está descrevendo vários problemas que estamos experimentando atualmente na América. Mas ele resistiu à tentação de escapar, e resistiu pela fé. Ele recusou escapar das suas responsabilidades.


Uma forma de escapismo é encontrada na declaração “nossa cidadania está no céu e devemos tirar as pessoas da terra”. Mas Paulo não encontrou nenhuma contradição em reivindicar uma cidadania celestial em Filipenses 3.20 e ao mesmo tempo reivindicar e usar sua cidadania romana em Atos 16.37-39 e em 22.22-29. Nossa cidadania celestial (se corretamente entendida) impactará profundamente nossa cidadania terrena. Ela traz em perspectiva aquela frase maravilhosa, “Uma nação sob Deus”.


Outra forma de escapismo pode ser encontrada na declaração, “O reino de Deus não é deste mundo”. Novamente, essa é uma declaração verdadeira se entendemos pela palavra “de” [deste = de + este] que o reino de Deus não é derivado deste mundo. Ele é derivado do céu. Mas o que a oração do Senhor pede? “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” Essa não é uma oração escapista. É uma oração que deseja ver o reino celestial influenciar e mudar as coisas terrenas.


Outra forma de escapismo pode ser encontrada na expressão, “Estamos buscando apenas aquelas coisas que são de cima”. Uma vez mais, essa é uma declaração verdadeira, mas retirada do contexto. O contexto de Colossenses 3 é que Cristo (que é de cima) é suficiente para tudo o que precisamos na vida. Não se trata de um chamado para escapar da vida. E sabemos isso porque Paulo continua e mostra em Colossenses como Cristo é suficiente para as nossas relações no casamento, com os filhos, patrões, empregados e “tudo quanto fizerdes”. Isso não é escapismo. Isso é pedir que a Sua vontade seja feita na terra como é feita no céu. Mas era um mundo terra firma que estava sendo afetado em Colossenses.


Outra escusa dada é que o mundo não é importante. J Vernon McGee disse certa feita: “Você não dá uma polida no casco do navio que está afundando”. A ideia é que quando um navio está afundando, não se preocupe com o navio – salve almas! Ele acreditava que o nosso mundo estava afundando, sendo o evangelismo a única coisa importante com a qual deveríamos nos envolver. Mas João o Batista estava polindo casco quando tentou produzir reforma política em Lucas 3.19? Não! Ele estava fazendo o que todos os profetas do Antigo Testamento fizeram – confrontando males na sociedade e tentando fazer a diferença. Louvo a Deus por ele estar levantando candidatos que estão tentando produzir reforma em Washington, DC. E você verá sem dúvidas vários deles chegando através dessas portas. Se o mundo não fosse importante, por que o Novo Testamento diz que Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo (2Co 5.19)? Por que ele prometeria que os mansos herdariam a terra (Mt 5.5)? Por que Jesus recebeu toda a autoridade no céu e na terra no primeiro século? Por que Romanos 13 diz que o magistrado civil é servo de Deus, um ministro de justiça? Por que o Novo Testamento diz tanto sobre empregadores, empregados, economia e administração da terra? Obviamente o mundo é muito importante para Deus. A Bíblia diz, “Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas”, demonstrando de maneira óbvia que ele está interessado em gados e montanhas. Eu amo o hino cristão “Alegria para o Mundo”. Ele diz que a graça de Deus é destinada a avançar, indo até mesmo onde a maldição é encontrada. Isso é bem longe. A maldição tem impactado negativamente a política? Sim, tem, e a graça de Deus é suficiente para ir bem longe, mesmo onde a maldição é encontrada.



Fonte: http://monergismo.com/ Getting Christians Back Into Politics, p. 6-8.

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto – janeiro/2012

Phillip G. Kayser é o pastor sênior da Dominion Covenant Church em Omaha, Nebrasca. Recebeu o seu M.Div. do Westminster Theological Seminary (Califórnia) e o seu Ph.D. do Whitefield Theological Seminary (Flórida). Ele e sua esposa Kathy têm 5 filhos.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

MADRE TEREZA DE CALCÚTA - CAIO FÁBIO

MADRE TEREZA DE CALCÚTA - CAIO FÁBIO

Parte 1



Parte 2



Parte 3



Parte 4

terça-feira, 29 de maio de 2012

Que Mundo Maravilhoso - Teologia Audiovisual


Que Mundo Maravilhoso

Ouça, veja, perceba e aprenda um pouco de teologia em áudio vídeo:





domingo, 27 de maio de 2012

O QUE MAIS FALTA A JESUS?... HERMENÊUTICA





O QUE MAIS FALTA A JESUS?...


Paulo nos diz que a letra mata [mesmo que seja letra da Escritura…]; que o exercício que tenta ver mágica de revelação na exegese, é tolice [prova disso é o modo como ele “usa” as Escrituras do Antigo Testamento]; que qualquer “interpretação” que não seja via Encarnação, ou seja: centrada exclusivamente em Jesus — é engano religioso que presume ler tudo o que foi dito como “interpretação correta”...

Como poucos [...] Paulo entendeu que o Evangelho era Jesus e que Jesus era o Evangelho; e que tudo o mais que tivesse havido e sido escrito antes, como “Escritura”, agora, depois de Jesus, depois da Encarnação, depois de Emanuel: Deus conosco — teria que ser submetido ao espírito de Jesus, ao espírito do Evangelho; pois, na Velha Aliança se poderia invocar a Deus para que mandasse fogo do céu para consumir os adversários, mas, em Jesus, a mesma idéia antiga de “poder espiritual”, fora completamente banida, repreendida e abominada por Ele, que, ante tal proposta de piedade perversa [que eu chamo de peidade...] feita por João, apenas respondeu com a seguinte afirmação: “Vós não sabeis de que espírito sois!...”

“Toda Escritura é inspirada por Deus e apta para o ensino, a correção e a educação na justiça” — dizia Paulo; embora, ao assim dizer, não transferisse para as Escrituras nada além do poder de testemunhar Jesus, no que [...] e se [...] ela desse testemunho de Jesus; posto que para os apóstolos [e João declara isso], “o testemunho de Jesus era o espírito de toda a profecia”; ou seja: a finalidade de toda a Palavra escrita [...] era ser apenas, agora, testemunho da verdade dos fatos do encontro entre a humanidade e Deus, e, depois, entre os hebreus e Deus, e, ainda depois, acerca de Israel como nação e Deus como o Senhor das nações; e, agora, em Jesus, era o testemunho que não se poderia entender antes de haver Encarnação; por isto, para Paulo, Jesus era a Chave Hermenêutica para a compreensão das Escrituras...

Assim, em Jesus, se tem a separação nas Escrituras de tudo quanto fosse circunstancial, passageiro, cultural, histórico, necessário ao tempo, de um lado, e, de outro lado, tem-se o que é permanente, o que é definitivo, o que é eterno, o que é Evangelho antes da manifestação histórica do Evangelho...

Depois de Jesus a Bíblia é a coletânea de livros nos quais se pode encontrar o testemunho histórico/profético acerca de Jesus, mas não se tem nada além disso...

Por exemplo, depois de Jesus a leitura se inverteu... Já não se lê as Escrituras em busca do Messias, mas, a partir do Messias se lê o todo das Escrituras; visto que, depois de Jesus, tudo quanto não seja Evangelho segundo o espírito de Jesus, ainda que esteja escrito na Bíblia, caiu [...], segundo Paulo e o escritor de Hebreus [...], em estado de obsolescência e caducidade...

Sim, Jesus é tudo; e quem não considere Jesus assim [...], ainda não entrou no reino do entendimento segundo Deus.

Este é um fato ante o qual não há barganhas a propor...

Ou é assim..., ou, então, ter-se-á tudo com a grife Jesus, mas de Jesus mesmo não se terá nada...

Há, todavia, aqueles que se escandalizam quando digo que Jesus é o Único Verbo, a Única Palavra Eterna; e que o mais... [a Bíblia toda], é testemunho humano, inspirado; sim, testemunho dessa esperança ou dessa fé, mas não é nada..., além disso...; visto que em Jesus, e não na Bíblia, é que estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento...

Sem tal visão tudo é idolatria...

Sim, a Bíblia vira ídolo, as Escrituras ficam maior que Jesus, e as doutrinas da “igreja” se tornam a “etiqueta comportamental de Deus”, conforme definida pelos homens...

Ou seja: porque deixou de ser assim é que herdamos a desgraça do “Cristianismo de Constantino”, que é o que se tem como “igreja” e “crença” em Jesus até hoje; mas que nada tem a ver com o Evangelho; posto que tudo tenha sido construído a partir da Bíblia como livro e dos “mestres” como decodificadores da revelação; e, em tal caso, Jesus tinha que se harmonizar com o todo da Escritura, e não a Escritura se harmonizar a Jesus [...].

Para os apóstolos, no entanto, se requeria a coragem de deixar de fora tudo quanto não coubesse mais [...] ante o avanço revelado da vontade de Deus encarnada em Jesus.

Esta é a coragem de ruptura que também se demanda de quem quer que queira tornar-se discípulo de Jesus, e de Jesus somente...

Você tem outra pretensão?...

Ora, nossa única pretensão deveria apenas ser o tornarmo-nos cartas vivas [...], evangelhos de carne e sangue [...], epistolas de reconciliação [...], escrituras feitas de inscrição no coração...

Sim, pois em Jesus, tanto como promessa feita pelos Profetas, como também mediante o Seu próprio Prometer aos Seus [todos] discípulos — está dito que todos os que Nele cressem seriam evangelhos andantes [...], cartas hebréias em sua mobilidade no caminho [...]; ao ponto de Paulo declarar que nosso chamado é para sermos cartas vivas, escritas pelo Espírito do Deus vivente; cartas essas vistas e lidas por todos os homens, mediante os nossos atos de amor, e nossa visão tomada pela mente de Cristo, que é o Evangelho.

Doutrina certa segundo Jesus é vida vivida em amor...

O que passar disso é Cristianismo, não Evangelho!

Pense nisso!





Nele, que é tudo que como tudo eu precise nesta vida ou em qualquer outra forma de existência,
Caio Fábio








O que você precisa saber sobre a fome em 2012 - ONU

Informativo da ONU

Quantas pessoas passam fome no mundo e onde a maioria delas vive? Quais são os efeitos da desnutrição sobre  a mente e o corpo e o que podemos fazer para ajudar essas pessoas? O Programa Mundial de Alimentos (PMA) preparou uma lista com dez fatos essenciais para entender por que a fome é o maior problema solucionável que o mundo enfrenta hoje.


1. Aproximadamente 925 milhões de pessoas no mundo não comem o suficiente para serem consideradas saudáveis. Isso significa que uma em cada sete pessoas no planeta vai para a cama com fome todas as noites. (Fonte: FAO, 2012)
2. Embora o número de pessoas com fome tenha aumentado, na comparação com o percentual da população mundial, a fome na verdade caiu de 37% da população em 1969 para pouco mais de 16% da população em 2010. (Fonte: FAO, 2010)
3. Bem mais que a metade dos famintos do mundo – cerca de 578 milhões de pessoas – vivem na Ásia e na região do Pacífico. A África responde por pouco mais de um quarto da população com fome do mundo. (Fonte: FAO, O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo, 2010)
4. A fome é o número um na lista dos 10 maiores riscos para a saúde. Ela mata mais pessoas anualmente do que AIDS, malária e tuberculose juntas. (Fonte: UNAIDS, Relatório Global de 2010; OMS, Fome no mundo e Estatística Pobreza, 2011).
5. Um terço das mortes entre crianças menores de cinco anos de idade nos países em desenvolvimento estão ligadas à desnutrição. (Fonte: UNICEF, Relatório sobre Nutrição Infantil, 2006)
6. Os primeiros 1.000 dias da vida de uma criança, desde a gravidez até os dois anos de idade, são a janela crítica para combater a desnutrição. Uma dieta adequada neste período pode protegê-las contra o nanismo mental e físico, duas consequencias da desnutrição. (Fonte: Comitê Permanente da ONU sobre Nutrição, 2009)
7. Custa apenas 25 centavos de dólar por dia alimentar uma criança com todas as vitaminas e os nutrientes de que ela precisa para crescer saudável. (Fonte: PMA, 2011)
8. Mães desnutridas muitas vezes dão à luz bebês abaixo do peso. Essas crianças tem 20% mais probabilidade de morrer antes dos cinco anos de idade. Cerca de 17 milhões de crianças nascem abaixo do peso a cada ano. (Fonte: UNICEF, Um Mundo para as Crianças, 2007)
9. Em 2050, as alterações climáticas e os padrões climáticos irregulares levarão mais de 24 milhões de crianças à fome. Quase metade dessas crianças vivem na África Subsaariana. (Fonte: PMA, Mudanças Climáticas e Combate à Fome: Respondendo ao Desafio, 2009)
10. A fome é o único grande problema solucionável que o mundo enfrenta hoje. Aqui estão oito estratégias eficazes de combate à fome.


Oito exemplos de ajuda efetiva no combate à fome

Da merenda escolar até os vales-refeição, aqui estão oito exemplos de ajuda que a experiência do Programa Mundial de Alimentos (PMA) tem demonstrado ser eficaz.
1. Alimentação escolar ajuda no aprendizado das crianças
O fornecimento de refeições gratuitas para as crianças na escola significa dar a comida que necessitam para se concentrar em sala de aula. Isso também contribui para que elas permaneçam na escola e obtenham a educação necessária para escapar da pobreza e da fome.
2. Cêstas de alimentos para uso doméstico mantém as meninas na escola
Doar cestas de arroz ou óleo para meninas que frequentam a escola é um incentivo para que os pais orientem suas filhas para o colégio, em vez de mantê-las em casa. Meninas educadas hoje significam famílias mais fortes no futuro.
3. Treinamento para a autonomia das mulheres
Ao dar cestas alimentares para mulheres pobres em troca de cursos de formação em jardinagem, apicultura ou de outras competências, garante-se um meio para que elas se sustentem e ajudem suas famílias ao longo dos anos.
4.  Mães bens alimentadas significam bebês saudáveis
Ao fornecer o tipo certo de nutrientes e alimentos para as mulheres durante a gravidez ou a amamentação de seus filhos são dados os nutrientes necessários para desenvolver mentes e corpos saudáveis.
5. Alimentos nutritivos ajudam a combater a AIDS
Pessoas que vivem com HIV precisam de muita energia e nutrientes de modo que seus corpos possam combater o vírus e absorver os medicamentos antirretrovirais.
6. Vales permitem que cidadãos com fome tenham acesso a comida
Quando há comida nos mercados, mas as pessoas pobres simplesmente não conseguem pagar por ela, então os vales-refeição podem ajudar a garantir às famílias vulneráveis acesso aos alimentos. Essas pessoas também ajudam a sustentar a economia local.
7. A ajuda alimentar salva vidas após desastres
O fornecimento de rações alimentares de emergência após um terremoto ou uma inundação pode salvar milhares de vidas. Ele também pode manter as crianças livres da desnutrição, protegendo assim o seu desenvolvimento físico e mental.
8. Apoio aos agricultores fortalece as comunidades
Dar formação e apoio aos pequenos agricultores, ajudando-os a se conectar melhor aos mercados, auxilia as comunidades a desenvolver sistemas de produção de alimentos resilientes e capazes de resistir a choques ocasionais.

terça-feira, 22 de maio de 2012

João Wesley (Heróis da Fé)

João Wesley (Heróis da Fé)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ilustração – Oportunidade Perdida






Ilustração – Oportunidade Perdida

Nos EUA existe a pena de morte. E um homem, por um motivo fútil, embriagado, iracundo, descontrolado, matou um amigo dentro de um bar. Ele foi preso em flagrante, julgado e condenado à morte. Ele ficou aguardando a execução.

Levantou-se nos EUA um clamor nacional, pedindo ao governador daquele estado que tinha pena de morte, que perdoasse o criminoso, concedendo-lhe o perdão, o indulto, mudando a pena, tirando de sobre ele a pena de morte.

Sensibilizado, o governador resolveu conceder o indulto para aquele criminoso. E o governador decidiu que, pessoalmente, levaria aquela carta concedendo o perdão, transferindo a pena de morte para outra coisa.

Vestido de terno, o governador foi visitar o preso. Quando viu aquele homem de terno à porta de sua cela, o preso, que era uma pessoa ignorante, pensou que fosse um Pastor dentro da cadeia, de terno e gravata. Ele falou com ele mesmo: "Hum...mais um Pastor aqui para me encher a paciência". Assim, ele deu às costas ao governador. Porque naquela semana, ele já havia sido visitado por sete Pastores que lhe pregavam o arrependimento.

Pensando que o governador era mais um Pastor, o condenado virou as costas e não quis mais atender ao governador, sem saber que junto estava o perdão - a mudança da pena de morte.

O governador ficou aborrecido de ver a dureza do coração daquele homem que não quis sequer atende-lo, sendo ele governador. A autoridade foi embora e cancelou o perdão.

O carcereiro chegou para o preso e disse: "Você é louco? Por que não atendeu ao governador? O homem veio aqui pessoalmente te trazer perdão e você não o atendeu?" O condenado respondeu: "Ah, mas eu pensei que era um Pastor. Chame ele para mim, chama". Disseram: "Agora é tarde. O governador já foi embora.

Aquele homem foi executado e nada adiantou os seus apelos e seus pedidos, pois já era tarde demais. O Senhor Jesus declara: "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei e ele comigo".

Você pensa que eu sou simplesmente um Pastor? Eu sou servo do Deus Altíssimo e eu trabalho para Jesus Cristo. Eu estou aqui enviado em nome do Senhor para trazer o perdão, a chance de salvação para a sua vida. Eu não te trago isso na forma de uma carta. Eu te trago isso na forma da Palavra de Deus. E se você quiser, e receber, você será perdoado e salvo.

Mas se você me desprezar e ignorar esta Palavra que eu te trago, desprezando a pessoa que eu represento, que está me enviando a ti, depois será tarde demais. Ouve, então agora a voz do seu Senhor, abre o seu coração, se arrepende dos seus pecados e aceita a Jesus Cristo como o teu Único Salvador, porque Ele não somente é o perdão, mas principalmente a tua salvação.

Pastor Juanribe Pagliarin


sábado, 12 de maio de 2012

O DEUS QUE FALA DO MEIO DO REDEMOINHO






O DEUS QUE FALA DO MEIO DO REDEMOINHO
Caio Fabio

“Depois disto, o Senhor, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó...”

Jó foi o homem que conheceu o poder construtivo das perdas.

Perdeu tudo. Perdeu todos. Os filhos haviam morrido, seus bens roubados ou devastados pelas catástrofes que sobre ele se abateram. Sua saúde é atingida de tal modo que ele fica por um fio: incapaz de viver e incapaz de morrer – existindo no limbo onde nem a vida e nem a morte lhe são possibilidades de alívio. Sua mulher se des-casa de sua dor. Seus servos já não o reconhecem. Sua dignidade e virtudes antes aclamadas são agora interpretadas por quase todos como uma grande falsificação. E, por último, perde os amigos, que interpretam sua calamidade como um juízo divino sobre a sua vida.

Jó ficou só. E a companhia de seus amigos acusadores se lhe tornou presença idêntica a do Acusador. Seus amigos, sem o saberem, haviam se tornado mais danosos à sua alma que Satanás.

Jó quer saber o por quê. Geme. Pede a morte. Deseja ser um aborto. Amaldiçoa o dia de seu nascimento. Denuncia a História Humana como cenário do Absurdo e da Injustiça. E, diante dos amigos, nega-se a confessar-se para além do que já dissera.

Jó se permite sofrer. Jó conhece a Indisponibilidade de Deus e dos homens e começa a adoecer de um mal maior. Jó estava ficando amargurado com as interpretações homens e com o silêncio de Deus. E no seu desespero, ele constitui Deus seu Advogado contra Deus e os homens.

As vozes tanto dos juízos humanos de seus amigos quanto as dos clamores de Jó cessam apenas quando Deus “responde” a Jó do meio de um redemoinho!

Sempre me perguntei por quê Deus falou a Jó do “meio de um redemoinho”. Ora, a vida de Jó estava sob total poder avassalador. Sua existência havia sido “varrida” pela força daquele diabólico “tornado” que destruíra tudo o que ele amava e havia construído. Daí, então, a imagem ser perfeita.

Era como se Deus dissesse: “Eu estou no meio de teus tormentos!”

O fato mais interessante é que o “meio do redemoinho” é um lugar de paz. Hoje sabemos que no “olhinho”, no centro das tensões que formam o fenômeno do redemoinho, existe um silêncio total, uma calma absolutamente chocante, uma “causa-paz” que contraria o “efeito-catástrofe” por ele manifesto. E aqui há uma “parábola”. Isto porque o redemoinho é produto de uma relação de causa e efeito estudável no universo das leis fixas. Mas, estranhamente, existe uma “contradição” nele, pois, no meio da devastação existe um lugar oposto, um lugar de paz. E é desse “lugar” que Deus fala a Jó. E, assim, Deus usa um fenômeno de “causa e efeito” a fim de manifestar a “não-causalidade” dos efeitos que Jó experimentava na carne. Jó era vítima de fenômenos físicos e espirituais, mas seu Deus continuava o mesmo e não havia se permitido mudar pelas tormentas que quase mataram Seu “amigo Jó”.

Na maioria das vezes é no meio do redemoinho onde se encontra a maior Graça!






quinta-feira, 3 de maio de 2012

Teologia: A Fala de Deus


Teologia: A Fala de Deus.
Por Edson Maciel

"Todo homem é um filósofo" (Gramsci)


O axioma acima é irrefutável! Mesmos tendo sido pronunciado por alguém alheio a Palavra de Deus. Afinal todo ser que pensa, que tem habilidade racional e intuitiva, que pode desenvolver –se cognitivamente é, por excelência, filósofo. Se filosofia, por definição, é amor ao saber ou amigo do saber, (Φιλοσοφία), logo todo ser pensante e por consequencia aprendente, pois quen pensa tende a aprender com o resultado de sua equação mental, por isso todo homem é um filosofo. Tomemos o exemplo biblico bem corriqueiro:

Lucas 12:54-56 – “Dizia também às multidões: Quando vedes subir uma nuvem do ocidente, logo dizeis: Lá vem chuva; e assim sucede; e quando vedes soprar o vento sul dizeis; Haverá calor; e assim sucede. Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo?

De acordo com a fala de Jesus o grande problema do homem, em particular de seus seguidores, é o de saber discernir. Podemos ter como base também os escritos de Salomão em Eclesiastes. Vejamos:

Eclesiastes 3:1-8 – “Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

Tanto Salomão quanto Jesus alertam para a sabedoria popular. A vivência, o tempo, uma postura inteligente de se viver faz com que consigamos aprender a “prever” determinadas situações e, então, preparar-se para as circunstancias advindas.
Porém a grande questão é, para nós cristãos, aprender a discernir as coisas de Deus. Será possível “aprender” a discernir. Provavelmente não e sim. Afinal discernimento além de ser uma arte humanamente possível, pois a arte de raciocinar, como vimos nos exemplos bíblicos acima, nos permite prever determinados acontecimentos. Mas discernir também é um dom dado pelo Espírito Santo (1 Co 12:10b).
O pressuposto nosso é: pensar teologicamente. Tendo como premissa que o termo teologia o conceito de “o que Deus esta falando”. Por definição, optamos por A. H. Strong, que diz: “Teologia é a ciência de Deus e das relações entre Deus e o universo”.
O que queremos dizer com “pensar teologicamente” é, portanto, buscarmos bases firmes, alicerces bem fundamentados para entendermos o propósito divino para nossas vidas. Ou melhor dizendo, viver de forma inteligente para Deus proporcionará uma relação saudável entre nós e Deus. É a bússola, o norte, o referencial já temos, a saber: A Bíblia Sagrada. A Palavra de Deus inerrante e infalível. Tendo estes pressupostos em mente podemos concluir então que:
1 – Sou um ser pensante: consigo raciocinar e buscar soluções para um viver melhor.
2 – Sou um ser religioso: consigo me relacionar com Deus, o criador de todas as coisas, por isso preciso usar minha capacidade de reflexão para que este relacionamento seja desenvolvido de forma saudável e sempre de aproximação.
3 – Sou um ser aprendente: posso desenvolver minha capacidade pensante e religiosa de forma positiva e construtiva, contribuindo para um viver melhor meu e de meus semelhantes.


Teologia se faz com Raciocínio
Vamos Raciocinar com Lógica! Isso é fácil de se dizer, e até mesmo de se praticar. Contudo, quando alguém diz que se deve raciocinar com lógica, o que de fato esta querendo dizer, ou melhor dizendo, como fazer isso? Basicamente existem dois tipos de raciocínio lógico: O DEDUTIVO e o INDUTIVO. O indutivo é comumente usado pelos sistemas religiosos, mesmo entre as Igrejas tradicionais, pois é dai que se formulam as chamadas doutrinas, e dai que se elaboram os famosos Regimentos Internos (R. I.); é também a partir de raciocínios indutivos que se originaram sétimo Dia, Igreja da Unificação, Mórmons e, porque não dizer a Congregação Cristã no Brasil. Em geral tais grupos formam um seleto grupo de “especialistas” que elaborarão suas chamadas “doutrinas” elementares. E seus adeptos não necessitarão lerem mais nada, pois o que precisam saber já esta produzido por seus “especialistas”, pelo que os Testemunhas de Jeová denominam de: Escravo Fiel e Discreto ou Corpo Governante. A indução, neste caso, tem por base o texto contido em Mateus 24:45-47:

Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado? Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim! Deveras eu vos digo: ele o designará sobre todos os seus bens.

Quem não gostaria de ser este quem Jesus se refere? É tentadora a ideia de aplicar a si mesmo ou a um grupo, (de preferência o nosso), de ser ou sermos os detentores da verdade ultima. Tentador é deveras perigoso. Pois a lógica indutiva tem as seguintes características:
Método indutivo é aquele que parte de questões particulares até chegar a conclusões generalizadas. Este método é de raciocinar é precário, por não permitir a quem dele se utiliza uma maior possibilidade de criar novas leis, novas teorias.
Outra forma de raciocinar é usando a lógica dedutiva. A diferença é fundametal, principalmente nas conclusões. E para nós que buscamos ler, entender, interpretar, analisar para aplicar na vida ora chamamos de cristã, a exegese, para ser mais confiável, deve ter premissas que não deixem parametros para dúvidas. Óbvio que a Palavra de Deus é viva e eficaz (Hb 4:1) ea leitura de forma sistemática e buscando sempre uma interpretação que seja mais próxima possível da inteção do autor e da vontade de Deus. Portanto:
“Método dedutivo é a modalidade de raciocínio lógico que faz uso da dedução para obter uma conclusão a respeito de determinada(s) premissa(s).
A indução normalmente se contrasta à dedução. Essencialmente, os raciocínios dedutivos se caracterizam por apresentar conclusões que devem, necessariamente, ser verdadeiras caso todas as premissas sejam verdadeiras.
Possui base racionalista e pressupõe que apenas a razão pode conduzir ao conhecimento verdadeiro. Partindo de princípios reconhecidos como verdadeiros e inquestionáveis (premissa maior), o pesquisador estabelece relações com uma proposição particular (premissa menor) para, a partir de raciocínio lógico, chegar à verdade daquilo que propõe (conclusão).”[1]
Basicamente a diferença entre as duas formas de se raciocinar é:
“A lógica diferencia duas classes fundamentais de argumentos: os dedutivos e os indutivos. Os argumentos dedutivos são aqueles que as premissas fornecem um fundamento definitivo da conclusão, enquanto nos indutivos as premissas proporcionam somente alguma fundamentação da conclusão, mas não uma fundamentação conclusiva, identificando dessa maneira os conceitos de dedução e raciocínio válido. Uma outra maneira de expressar essa diferença é dizer que numa dedução é impossível que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa, mas no raciocínio indutivo no sentido forte isso é possível, mas pouco provável. Num raciocínio dedutivo a informação da conclusão já está contida nas premissas, de modo que se toda a informação das premissas é verdadeira, a informação da conclusão também deverá ser verdadeira. No raciocínio indutivo a conclusão contém alguma informação que não está contida nas premissas, ficando em aberto a possibilidade de que essa informação a mais cause a falsidade da conclusão apesar das premissas verdadeiras.”[2]
Concuindo entao nosso raciocinio lógico dedutivo, a logica indutiva parte das partes para entender o todo enquanto que a dedutiva busca ter todas as informações para entender as partes. E é esta a forma que adotamos para elaborarmos uma exegese confiavel e acima de qualquer suspeita, levado-se em conta que a Palavra de Deus não deve ser usada com fins obscuros, ou como esta escrito em 2 Pedro 1:20:

Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

Teologia: Deus se Revelando de Forma Sistemática
Nossa proposta é estudar as doutrinas principais da Bíblia, de forma clara e buscando sempre analises exegéticas da principal fonte cristã: a Bíblia. Estudaremos as seguintes doutrinas:

1 – Teologia Deus: Doutrina de Deus
2 – Cristologia: Estudo acerca de Cristo
3 –  Pneumatologia: Estudo acerca do Espírito Santo[3]

Entendemos que ao estudarmos estas três principais doutrinas cristãs, nos apropriaremos, de maneira geral de uma das principais doutrinas bíblicas, a saber, soterologia, que é a Doutrina da Salvação.
Antes, porém, mas fazer uma breve abordagem sobre como o homem chegou a se apropriar de tais estudos. Sim, pois para que chegássemos a elaborar estudos sistemáticos sobre estes e outros assuntos acerca de Deus, Jesus e o Espirito Santo, foi necessário que houvesse por parte de Deus tomar a iniciativa, afinal o homem por si mesmo é alheio a Deus (Efésios 4:18). Este, digamos, contato, denomina-se REVELAÇÃO.

Teologia e Revelação
Tudo se inicia em Genesis. Sem Genesis e esta clara demonstração do amor de Deus ao se revelar ao homem, não sabemos como poderia ser a vida humana. Deus, em sua infinita bondade criou todas as coisas e se manifestou aos homens. Revelando-se. Latourelle (1985, p.13), assim define o inicio da religião tendo por suposto a Revelação:
Caracteriza-se a religião do Antigo Testamento pela afirmação de uma intervenção de Deus na historia, intervenção devida unicamente à sua decisão. É concebida essa intervenção como o encontro de alguém com alguém: alguém que fala com alguém que ouve e responde. Dirige-se Deus ao homem como um Senhor a seu servo, interpela-o, que ouve a Deus, responde pela fé e pela obediência. O fato e o conteúdo dessa comunicação, nós chamamos de revelação.

Podemos afirmar que cristianismo adota quatro diferentes revelações, a saber:

1 – A Revelação da Natureza:
♦ Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento atesta a obra de Suas mãos. Um dia ao seguinte transmite esta mensagem; uma noite à outra a comunica. Não é linguagem humana, não há palavras e som algum é percebido. (Salmos 19:1-4)[4]

2 – A Revelação Escrita:
♦ Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. (Hebreus 4:12)

♦ Temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo. (2Pedro 1:19-21).

3 – Revelação Especial: O Verbo Encarnado
♦ Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, (Gálatas 4:4)

♦ No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. (João 1:1-3, 14)

♦ E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo, o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós, que por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de modo que a vossa fé e esperança estivessem em Deus. (1 Pedro 1:17-21)

Estes meios de Deus se revelar possibilitam que o homem se encontre com Ele. Quanto mais o homem perscruta em busca da revelação, mais se aproxima de Deus; e quanto maior o conhecimento de Deus, maior a fé e menor o medo. Se a iniciativa foi de Deus em se auto revelar inferimos que a sua intenção era a de se aproximar cada vez mais de sua criação.

   Deus


Natureza                  Bíblia                 Cristo


     Homem
O plano divino sempre foi o de se aproximar de sua criação, em especial do homem. E Sua intervenção é sutil e marcante ao mesmo tempo. Pois poderia ter criado o homem sem vontade, sem capacidade de escolher. Mas optou em criar um homem com habilidade racional e moral, para se revelar a ele e dar-lhe a chance de optar se converter ou não.









Fontes Bibliográficas

BÌBLIA HEBRAICA. São Paulo: Sefer, 2006.
LATOURELLE, René. Teologia da Revelação. 4.ed. São Paulo: Edições Paulinas, 1985.

Autor: Edson Maciel, pastor e teólogo.



[3] Existem outra gama de estudos que poderíamos inserir, como hamartiologia (estudo do pecado), angelologia (estudo dos anjos), antropologia (estudo sobre o homem), porém nesse momento faremos dentro destas três principais doutrinas as abordagens que forem necessárias sobre estas e outras que forem necessárias.

[4] Texto extraído da Bíblia Hebraica, Ed. Sefer, 2006.