História e Bíblia

UMA PONTE PARA O CONHECIMENTO

Translate

Follow by Email

Total de visualizações de página

SEJA UM SEGUIDOR


Olá, seja bem vindo ao blog HISTÓRIA E BÍBLIA! Gostária de convidá-lo a
ser um seguidor. Basta clicar em seguir ao lado e seguir as orientações.
sábado, 27 de novembro de 2010

SÉRIE - OS EVANGÉLICOS 4


De forma brilhante o Jornal Nacional, da Rede Globo, fez uma interessante série de matérias sobre os evangélicos no Brasil. Os videos são bem interessantes pois mostram a contribuição social de algumas igrejas. Esses videos são exemplos do que é missão integral, isto é, o cuidado com o corpo e com a alma do ser humano.


Video 4




De forma brilhante o Jornal Nacional, da Rede Globo, fez uma interessante série de matérias sobre os evangélicos no Brasil. Os videos são bem interessantes pois mostram a contribuição social de algumas igrejas. Esses videos são exemplos do que é missão integral, isto é, o cuidado com o corpo e com a alma do ser humano.


Video 3



De forma brilhante o Jornal Nacional, da Rede Globo, fez uma interessante série de matérias sobre os evangélicos no Brasil. Os videos são bem interessantes pois mostram a contribuição social de algumas igrejas. Esses videos são exemplos do que é missão integral, isto é, o cuidado com o corpo e com a alma do ser humano.


Video 2




De forma brilhante o Jornal Nacional, da Rede Globo, fez uma interessante série de matérias sobre os evangélicos no Brasil. Os videos são bem interessantes pois mostram a contribuição social de algumas igrejas. Esses videos são exemplos do que é missão integral, isto é, o cuidado com o corpo e com a alma do ser humano.

Video 1


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O SUBMUNDO DAS CANAS

A matéria abaixo é da Folha de São Paulo, e além de mostrar uma triste realidade do Brasil esboça sua relação histórica.

***

O SUBMUNDO DAS CANAS

Como na virada do século 16 para o 17, quando o país era o líder do fabrico de açúcar, a cana oferece imensas oportunidades ao Brasil, em torno do álcool combustível do qual ela é matéria-prima. O etanol pode se transformar em commodity, com cotação no mercado internacional. As usinas geram energia elétrica.

A riqueza do setor sucroalcooleiro, que movimentará neste ano R$ 40 bilhões, não atingiu os lavradores. Em 1985, um cortador em São Paulo ganhava em média R$ 32,70 por dia (valor atualizado). Em 2007, recebeu R$ 28,90. A remuneração caiu, mas as exigências no trabalho aumentaram. Em 1985, o trabalhador cortava 5 toneladas diárias de cana. Na safra atual, 9,3.

Em 19 cidades do interior -na capital foi ouvido um representante dos empresários- , os repórteres procuraram entender por que, entre nove culturas agrícolas, a da cana reúne os trabalhadores mais jovens.

Exige alto esforço físico uma atividade em que é preciso dar 3.792 golpes com o facão e fazer 3.994 flexões de coluna para colher 11,5 toneladas no dia. Nos últimos anos, mortes de canavieiros foram associadas ao excesso de trabalho.

Conta-se a seguir o caso de um bóia-fria que morreu semanas após colher 16,5 toneladas. Não há paralelo em qualquer região com tamanho rendimento.

Na estrada, flagraram-se ônibus deteriorados, ausência de equipamentos de segurança no campo, moradias sem higiene e pagamento de salário inferior ao mínimo.

Conheceram-se comunidades de canavieiros que dependem do Bolsa Família, migrantes que tentam a sorte e lavradores que querem se livrar do crack e de outras drogas.

Descobriram-se documentos que comprovam a existência de fraudes no peso da cana, lesando os lavradores.

Escravidão

No auge e na decadência do ciclo da cana-de-açúcar, os escravos cuidaram da lavoura e puseram os engenhos para funcionar. A arrancada do etanol brasileiro foi dada por lavradores na maioria negros.

Assim como os escravos sumiram de certa historiografia, os cortadores são uma espécie invisível nas publicações do setor. Exibem-se usinas high-tech, mas oculta-se a mão-de-obra da roça.

Impressiona na viagem ao mundo e ao submundo da cana a semelhança de símbolos da lavoura atual com a era pré-Abolição. O fiscal das usinas é chamado de feitor.

Acumulam-se denúncias de trabalho escravo. É um erro supor que as acusações de degradação passem longe do Estado mais rico do país e se limitem ao "Brasil profundo". Uma delas é narrada adiante. Em São Paulo, localiza-se Ribeirão Preto, centro canavieiro tratado como a nossa "Califórnia".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem minimizado os relatos sobre trabalho penoso nos canaviais. No ano passado, ele disse que os usineiros "estão virando heróis nacionais e mundiais porque todo mundo está de olho no álcool".

O medo de retaliações é grande entre os canavieiros. Nenhum nome foi mudado nos textos, mas algumas pessoas, a pedido, são identificadas apenas pelo prenome ou nem isso. As entrevistas foram gravadas com consentimento.

São muitos esses anti-heróis: segundo os usineiros, há 335 mil cortadores de cana no Brasil, incluindo os 135 mil de São Paulo. No Estado, prevê-se a extinção do corte manual para 2015, junto com as queimadas que facilitam a colheita.

O canavial não está tão longe quanto parece: ao encher o tanque com 49 litros de álcool, consome-se uma tonelada de cana; quando se adoça com açúcar o café da manhã, milhares de brasileiros já estão na lavoura de facão na mão.

Matéria da Folha de São Paulo. Outubro de 2008.


***


Contrastes: As Modernas Usinas de Etanol x a dura vida de muitos cortadores de cana:





Uma palavra de Deus contra a injustiça:

A Bíblia apresenta a na história da formação do povo hebreu um momento em que o povo esteve escravizado e vivendo em circunstâncias de trabalho duríssimas:


“E os egípcios puseram sobre eles feitores de obras, para os afligirem com suas cargas. E os israelitas edificaram a Faraó as cidades-celeiros, Pitom e Ramessés.” (Êxodo 1.11)

Mas a Escritura Sagrada afirma que Deus viu a difícil aflição do povo e se comprometeu a promover sua libertação:

Êxodo 3.

7. Disse ainda o SENHOR: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento;

8. por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel; o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu.

9. Pois o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e também vejo a opressão com que os egípcios os estão oprimindo.

Dessa forma podemos ver que Deus quer a libertação e a salvação humana não apenas no “campo espiritual”, da alma, antes Deus preza pelo bem estar do homem por completo e se opõe contra toda e qualquer injustiça!

A Missão da Igreja diante das injustiças

A Igreja tem um papel a desempenhar dentro de circunstancia como a descrita na matéria acima. Principalmente aquela que diz ter o Espírito de Deus. É urgente aplicarmos para nossa realidade textos como o do profeta Miquéias:

Miquéias 3.

8. Mas, decerto, eu sou cheio da força do Espírito do SENHOR e cheio de juízo e de ânimo, para anunciar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado.

9. Ouvi agora isto, vós, chefes da casa de Jacó, e vós, maiorais da casa de Israel, que abominais o juízo e perverteis tudo o que é direito,

10. edificando a Sião com sangue e a Jerusalém com injustiça.

Ser cheio do Espírito de Deus é ter a força, a coragem, a audácia de denunciar para os líderes da nação, para aqueles que detêm o poder, seja político, seja econômico, a corrupção e a imoralidade que praticam, chamá-los para o arrependimento e apresentar uma nova perspectiva de trabalho, de conduta e de vida, isto é o Reino de Deus em sua essência.

O profeta Miquéias denuncia claramente que sua nação estava sendo construída a preço de sangue dos explorados, daqueles que tinham seu direito negado, que a injustiça era a base do que os lideres de Jerusalém chamavam de progresso (v.10).

Da mesma forma o Etanol, orgulho do Brasil, riqueza nacional, tem sido produzido pelos nossos “escravos hebreus”. E aguardam que surja um libertador.

E esta é apenas uma das muitas áreas que necessitam de atenção e cuidado!

Alexandre L.M Brandão.



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Insuficiências...


Insuficiências...


Ricardo Gondim.


Não basta o abraço, é preciso apertar o corpo.

Não basta o beijo, é preciso lambuzar o rosto.

Não basta o riso, é preciso comunicar alegria.

Não basta a companhia, é preciso criar sintonia.

Não basta o compromisso, é preciso persistir de mãos dadas.

Não basta a canção, é preciso inspirar o espírito.

Não basta o sono, é preciso não perceber noite passar.

Não basta o apetite, é preciso santificar o prato.

Não basta a oração, é preciso transcender no mistério.

Não basta o sexo, é preciso misturar as peles.

Não basta a luta, é preciso nobreza no ideal.

Não basta a sinceridade, é preciso fazer parceria com a verdade.

Não basta o existir, é preciso viver.


Soli Deo Gloria.

domingo, 14 de novembro de 2010

O ROMEIRO, O VENTO E O SOL



O ROMEIRO, O VENTO E O SOL

Consegue-se às boas, mansamente, o que se não consegue a mal, à força, de repelão. A melodia de uma flauta abre mais janelas do que uma trovoada.

Vou exemplificar.

O Senhor Vento e o Senhor Sol, lá do seu miradoiro, observam o que se passa cá em baixo. Os dois dispensam binóculos.

Estavam eles entretidos, na sua quadrilhice de varanda, quando viram um romeiro, daqueles que percorrem a pé os caminhos que vão dar à Galega Compostela.

Ia de chapeirão e larga capa, que o cobria até aos pés.

Nodoso cajado de ajudar às subidas, um saquitel ao ombro e a cabeça à cintura, para o vinho que aquece, eis o quadro completo do devoto de São Tiago, o Apóstolo, com catedral famosa na cidade de Compostela.

– Aquele, ali, todo embiocado, que nem se percebe quem será, se é velho, se é novo, se é loiro, se moreno, está a irritar-me – disse o Senhor Vento, muito dado a caprichos.

– Aposto que é novo e moreno – disse o Senhor Sol, por desfastio.

– Pois eu acho o contrário. O homem é velho e branco de cabelo, que já foi loiro – apostou o Senhor Vento. Mas já vamos ver isso. Eu sopro com toda a força e descubro-o.

– Aposto que não resulta – contrapôs o Senhor Sol, divertido com o passatempo.

Levantou-se uma ventania de dobrar as árvores. O romeiro fincou-se ao cajado, puxou o chapéu para a cara e apertou a capa. Por mais que o Senhor Vento soprasse não houve meio de derrotar o viandante.

– Primeira aposta perdida – riu-se o Senhor Sol.

Ele a rir e seus raios a brilharem com mais alegria e calor. O Senhor Sol arredou umas nuvenzitas e concentrou toda a sua atenção sobre o romeiro, que seguia estrada fora, no passo firme de quem não pode faltar ao encontro.

Santiago esperava-o.

O Senhor Sol não o largava.

À beira de uma fonte, o caminheiro parou. Desfez-se do chapeirão, que poisou com a capa e o cajado no rebordo do fontanário, despiu a camisa e, de tronco nu, refrescou rosto e corpo, na água que corria. Delicado.

Era loiro e jovem.

– Desta vez não ganhou ninguém – concluiu o Senhor

Vento.

– Ganhou ele – disse o Senhor Sol, apontando o moço, que passava um lenço a escorrer água pela cara e pelos ombros. – E, embora tenha apostado que ele era moreno, eu acho que também já ganhei o dia.

E, com todos os seus costumados vagares, o Sol começou a preparar as cores do entardecer.

FIM


Texto de António Torrado


A fábula acima ilustra bem a verdade do texto bíblico:


“Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.” Zacarias 4.6

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O Homem Animal

O Homem Animal

HOMEM - PÓ

SI 8.4,5

"Que é o homem, que dele te lembres? e o filho do homem, que o visi­tes? Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus, e de glória e de honra o coroaste" (Sl 8.4,5).

Disse o filósofo Platão: "O homem é um animal de duas pernas - sem penas." Sócrates, então, comprou um galo, tirou-lhe as penas, e levou-o à es­cola de Platão, exclamando: "Eis o homem de Platão".

O homem tem sido comparado a diversas espécies de animais: animal que ri, animal que cozinha, animal com polegares, animal preguiçoso. O Dr. Franklin o chama de animal que faz instrumentos. Um animal que cultiva é a sugestão de Walker. Hazlitt o designa animal poético. Diz Adam Smith: "Ani­mal algum é como o homem. O homem é um animal que faz negócios. Cão al­gum troca um osso com outro".

O homem, ser decaído da graça de Deus por sua desobediência.

O homem, ser redimido, pela infinita graça de Deus, através do sangue.


" Sócrates, então, comprou um galo, tirou-lhe as penas, e levou-o à es­cola de Platão, exclamando: "Eis o homem de Platão"

ALMEIDA, Natanael de Barros. Coletânea de Ilustrações para Pregadores. Edições Vida Nova

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

SANTIFICADO SEJA O TEU NOME


SANTIFICADO SEJA O TEU NOME


Jesus ensina que a oração deve constar de seis ítens. Antes que o homem possa expressar qualquer um dos cinco, deve dizer: “Santificado seja o teu nome.”

Certa vez, Moisés estava no monte cuidando do rebanho. De repente, ele viu um arbusto em chamas, que contudo não se consumia. Depois de alguns instantes ele se aproximou para ver o que era.

Era Deus que se encontrava naquela planta, desejando revelar a Moisés a sua vontade para a vida dele, mas logo que o profeta se aproximou ouviu uma voz que dizia: “Tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa.” (Ex. 3:5). Isto significa que antes que Deus possa falar com o homem, este tem que mostrar respeito e reverencia.

Muitas pessoas só se lembram de orar em caso de extrema necessidade, isto é, quando tem um problema que não podem resolver por si mesmas.

Suas orações se centralizam nelas e naquilo que querem de Deus. É por isso que são poucas as pessoas que realmente oram com poder. Jesus diz que temos que colocar Deus em primeiro lugar. Santificar quer dizer respeitar, reverenciar.

Notemos, porém, que Jesus não nos manda santificar o nome de Deus.

Antes, o que fazemos é uma petição: pedimos que ele faça algo que nós não podemos fazer. Pedimos que ele santifique o próprio nome. O homem profano não pode fazer nada para Deus, enquanto o Senhor não fizer alguma coisa em favor dele. Suponhamos que um pintor — o maior gênio de todos os tempos — dissesse: “Vou subir até o espaço para pintar o céu”.

Nós nos riríamos dele. Do mesmo modo, e impossível ao homem santificar o nome de Deus. Se fossemos tentar escurecer o céu com piche, só conseguiríamos nos sujar. O céu continuaria do mesmo jeito. Então, o que e que Jesus quis dizer com esta frase?

A ênfase da sentença não se encontra no vocábulo “santificado”, mas sim em “nome”. A Bíblia e um livro de nomes. Cada nome tem um significado próprio, com a finalidade de revelar o caráter da pessoa. O nome Jesus, por exemplo, significa: Deus é salvação. Foi por isso que o anjo disse a José: “E lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” (Mt. 1:21)

Quando André levou seu irmão a Cristo, o Senhor disse: “Tu és Simão, o filho de João”. O nome Simão significa areia; e era uma descrição de seu caráter. Mais tarde, sob a influência de Cristo, ele se tornaria uma nova pessoa. Assim sendo, Jesus disse que seu nome seria mudado: “Serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”, uma rocha sólida e inabalável. (Jo 1:42)

Saber o nome de uma pessoa significava conhecer a pessoa. Assim, o “nome” de Deus contém a revelação de sua natureza. Quando dizemos: “Santificado seja o teu nome”, o que estamos realmente falando é: “Revela-te a mim, ó Deus.” Jó disse: “Porventura desvendarás os arcanos de Deus ou penetrarás até a perfeição do Todo-Poderoso? (Jó 11:7). A resposta e não. O homem só pode conhecer Deus na medida em que o Senhor se revela a ele.

Walter de La Mare, poeta inglês, expressou uma dúvida que ocorre a todos nós, às vezes: “Será que há mesmo alguém lá em cima me ouvindo?” Antes de começarmos a orar, temos que nos convencer de que há alguém ali, pronto a nos ouvir, e, depois termos consciência de sua presença.

Há três maneiras — talvez quatro — pelas quais Deus se revela. Primeiro, na sua maravilhosa criação. “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.” (Sl. 19:1). Esta foi a primeira revelação que Deus fez de si mesmo. Quantas vezes estamos numa praia e nos sentimos arrebatados pela vastidão sem fim do mar. Quando nos lembramos de que ele pode segurar os mares “na concha de sua mão” (Is. 40:12), então nós temos uma pequena idéia de como é o seu poder. Ao contemplar os picos das grandes montanhas, ficamos profundamente impressionados com sua majestade e imponência.

Jesus olhou reverentemente para um “lírio do campo”, e viu nele a glória de Deus (Mt. 6:28-29).

A terra está repleta do céu; cada arbusto de mato arde com a presença de Deus”, disse a poetisa Elizabeth Browning. Quando olhamos para os céus vemos a imensidade de Deus; depois olhamos para um floco de neve e vemos sua perfeição. Um pôr-de-sol nos fala de sua beleza.

Contudo o homem moderno aventura-se a usar seu próprio conceito de divindade a fim de suprimir esta revelação de Deus. Em vez de orar pedindo chuvas, nós pensamos em chuvas artificiais. Nós podemos bombardear as nuvens com substâncias químicas para provocar chuvas, mas quem fez as nuvens? Jesus contou a história de um homem rico que se parecia muito conosco. “O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo dizendo: que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: farei isto: Destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e ai recolherei todo o meu produto e todos os meus bens.” (Lc. 12:16-18). Eu, eu, eu. Meu, meu, meu. Não há a menor centelha da presença de Deus. Ele não vê o Deus criador de todas as coisas.

Em segundo lugar, Deus se revela através de pessoas. Em Moisés, temos uma visão da lei de Deus; Amós revelou-nos a justiça divina; Oseías, seu amor e Miquéias, seus padrões de ética. Uma pessoa nos tratou bem quando estávamos enfermos; outra nos ajudou num transe difícil. ainda outra nós estendeu a mão num momento de solidão. alguém a quem ofendêramos nos perdoou demonstrando um espírito de amor. Deus também é revelado através de gestos assim. Nós compreendemos a Deus melhor por causa do amor de nossa mãe, ou pela vida consagrada de um amigo, ou por heroísmo como o de Joana D’Arc. O culto prestado em companhia dos irmãos e muito mais proveitoso porque sempre aprendemos alguma com os outros.

A revelação máxima de Deus é Cristo. “Quem me vê a mim, vê o Pai.”

Quando lemos os quatro evangelhos e vemos Jesus retratado neles, começamos a perceber que, na realidade, estamos vendo e Deus.

Há outra maneira de Deus se revelar. Não sei de um nome para ela, nem sei explicá-la. Poderíamos denominá-la de a voz que e um “cicio tranqüilo e suave”, ou as impressões do seu Espírito em nós. Eu posso testificar de algumas vezes — talvez bem raras — quando sentimos ter recebido uma palavra direta dele. Samuel ouviu Deus falando com ele de viva voz.

Se conhecemos a Deus, podemos dizer: “Santificado seja o teu nome”, isto é, “Torna-nos mais cônscios de ti, ó Deus, para que possamos compreender-te melhor”. E quando nossa mente está inteiramente tomada por Deus e nós fixamos os olhos nele, os pecados que nos assediam perdem domínio sobre nós, e nós nos tornamos mais prontos a ouvi-lo e obedecê-lo. É uma condição que nós precisamos preencher se quisermos orar com poder.

Bibliografia:

ALLEN, Charles. A Psiquiatria de Deus. Editora Betânia.