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terça-feira, 6 de outubro de 2009

A Centralidade da Cruz


A muito tempo eu li o livro A Cruz de Cristo, do renomado teólogo John Stott, e logo no primeiro capítulo ele chama atenção para um quadro que expressa certas verdades teológicas sobre a vida e vinda do Messias – Jesus Cristo. E por muito tempo eu tive a curiosidade de ver o tal quadro (já que o livro não o reproduz), mas só a pouco eu tive a oportunidade de visualizá-lo. Então aqui eu reproduzo o texto de John Stott e abaixo a obra de arte de Holman Hunt.

(Perdoe-me os meus irmão mais ortodoxos que repudiam qualquer imagem representando Jesus, mas lembro-lhes o meu objetivo (e o do pastor Stott) não é adorar um quadro, mas usá-lo para ilustrar a missão de Jesus – A CRUZ!).


A Centralidade da Cruz


Conhece o leitor o quadro de Holman Hunt, líder da Irmandade Rafaelita, intitulado "A Sombra da Morte"? Ele representa o interior da carpintaria de Nazaré. Jesus, nu até a cintura, está em pé ao lado de um cavalete de madeira sobre o qual colocou a serra. Seus olhos estão erguidos ao céu, e seu olhar é de dor ou de êxtase, ou de ambas as coisas. Seus braços também estão estendidos acima da cabeça. O sol da tarde, entrando pela porta aberta, lança, na parede atrás dele, uma sombra negra em forma de cruz. A pra­teleira de ferramentas tem a aparência de uma trave horizontal sobre a qual suas mãos foram crucificadas. As próprias ferramentas lembram os fatídicos prego e martelo.

Em primeiro plano, no lado esquerdo, uma mulher está ajoelhada entre as aspas de madeira. Suas mãos descansam no baú em que estão guardadas as ricas dádivas dos magos. Não podemos ver a face da mulher, pois ela se encontra virada. Mas sabemos que é Maria. Ela parece sobressaltar-se com a sombra em forma de cruz que seu filho lança na parede.

Os pré-rafaelitas têm fama de serem sentimentais. Contudo, eram artistas sérios e sinceros, e o próprio Holman Hunt estava decidido, conforme ele mesmo disse, a "batalhar contra a arte frívola da época" — o tratamento superficial de temas banais. Ele passou os anos de 1870 a 1873 na Terra Santa, onde pintou "A Sombra da Morte" em Jerusalém, no telhado da sua casa. Embora a idéia historicamente seja fictícia, é, contudo, teologicamente verdadeira. Desde a infância de Jesus, deveras desde o seu nascimento, a cruz lança uma sombra no seu futuro. Sua morte se encontrava no centro da sua missão. E a igreja sempre reconheceu essa realidade.

(STOTT, John. A Cruz de Cristo. Editora Vida, 2000. São Paulo, SP.)



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