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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Escolas da sinagoga

Escolas da sinagoga 

Não sabemos quando se estabeleceram pela primeira vez as escolas da sinagoga, Alguns crêem que a prática remonta ao tempo do exílio na Babilônia. Não importa o tempo em que tenha começado, o fato é que na época do Novo Testamento a escola da sinagoga era parte vital da vida judaica.
                Todos os sábados os judeus se reuniam fielmente na sinagoga para ouvir o rabino ler as Escrituras e explicar a Lei, Esta atividade levou os muçulmanos a apelidar os judeus de "o povo do Livro". A sinagoga patrocinava classes especiais à parte das horas regulares de adoração. Durante a semana, os meninos iam a essas classes para estudar as Escrituras com professores qualificados. Essas classes suplementavam a educação religiosa que os meninos recebiam dos pais.
                O pai judeu preocupava-se muito mais com o caráter do professor do que com sua capacidade de ensinar. Naturalmente, exigiam dele que fosse competente em sua profissão, mas estavam muito mais interessados em que ele fosse um bom exemplo para os filhos. Os escritos judaicos da época do Novo Testamento dão-nos uma relação parcial das características ideais de um professor: Não devia ser preguiçoso. Devia ter um temperamento uniforme. Jamais devia revelar parcialidade. Nunca devia impacientar-se. Jamais devia comprometer sua dignidade dizendo gracejos. Nunca devia desestimular a criança. Devia mostrar que o pecado é repulsivo. Devia punir todos os malfeitos. Devia cumprir todas as suas promessas.
                Além da leitura das Escrituras, os meninos judeus também aprendiam regras de etiqueta, música, guerra, e outros conhecimentos práticos. Lemos como se disse de Davi "que sabe tocar [isto é, músico], e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras, e de boa aparência; e o Senhor é com ele" (1 Samuel 16:18). Podemos deduzir deste relato que Davi tinha uma educação refinada, como o tinha a maioria dos meninos judeus.
                Nos tempos do Novo Testamento, as escolas judaicas exigiam que todo estudante dominasse diversas passagens-chave da Escritura. De primária importância era o Shema, outra declaração de credo dos judeus (Deuteronômio 6:4-5). A seguir, em importância, vinham; Deuteronômio 11:13-21 e Números 15:37-41. Também se exigia que o;| aluno aprendesse os salmos de hallel ("louvor") (Salmos 113-118), i bem como o relato da criação (Gênesis 1-5) e as leis dos sacrifícios (Levítico 1-8). Se a criança tivesse inteligência fora do comum, podia examinar mais do livro de Levítico.
                Somente os meninos recebiam instrução formal fora do lar. Começavam reunindo-se na casa do professor, onde liam os rolos que continham porções das Escrituras, tais como o Shema. Esta era a escola primária da época.
                Quando os meninos atingiam idade suficiente para aprender as lições sabáticas, eles se reuniam na "casa do Livro" ― a sinagoga. Aqui eles entravam na sala onde eram guardados os rolos da Tora e preparavam as lições sob a supervisão do Hazzan, o guardador dos rolos.
Mais tarde lhes era permitido discutir questões da Lei com os mestres fariseus. Essas discussões constituíam o nível "Secundário" da educação judaica.
                Nos tempos do Novo Testamento a escola funcionava o ano todo. Durante os meses quentes do verão os meninos passavam na escola não mais que 4 horas por dia. Se o dia estava quente demais, os alunos podiam ser dispensados. As aulas eram antes das 10 e depois das 15 horas. Ocorria uma interrupção de 5 horas durante a parte mais quente do dia.
                A sala de aula continha uma pequena plataforma elevada onde o professor se assentava de pernas cruzadas. Diante dele, numa fila inferior, estavam os rolos contendo passagens escolhidas do Antigo Testamento. Não havia livros de texto. Os alunos assentavam-se no chão aos pés do professor (Atos 22:3).
                As classes não eram classificadas por idade; todos os alunos estudavam na mesma sala. Por este motivo, a instrução deles tinha de ser muito individualizada. O professor copiava um versículo para os alunos menores e estes o recitavam em voz alta até que o tivessem aprendido. Entrementes, o professor ajudava os meninos maiores a ler um trecho de Levítico. Para nós, provavelmente o barulho causaria muita distração, mas os meninos israelitas logo se acostumavam com ele. Os sábios acreditavam que se o versículo não fosse repetido em voz alta, logo seria esquecido.

Fonte:  PACKER, James. TENNEY, Merrill. WHITE, William. Vida Cotidiana Nos Tempos Bíblicos. Editora Vida. São Paulo, Brasil.

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