História e Bíblia

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ARQUEOLOGIA BÍBLICA

Arqueologia


O texto abaixo é parte do livro: "O Mundo do Antigo Testamento"


A palavra arqueologia deriva de duas palavras gregas, archaios, que significa "antigo", e logos, que significa "palavra", "assunto", "relato" ou "discurso". Arqueologia significa, literalmente, "relato (ou discurso) de assuntos antigos", e de quando em quando as pessoas usam-na para referir-se à história geral antiga. Comumente, porém, arqueologia aplica-se às fontes da história, desconhecidas até que as escavações as trouxeram à luz.


Arqueólogos são os que estudam o passado, que trazem à tona importantes sítios históricos e estudam o que encontram. No Oriente Próximo os arqueólogos dependem desses objetos históricos para conhecerem os fatos muito mais do que quando escavam cidades na Itália ou na Grécia, porque pouca literatura sobrevive oriunda do antigo Oriente Próximo. Se o arqueólogo encontra textos escritos, ele os passa para um especialista na língua ou cultura, que os traduz e compara com outros trechos de literatura daquela época.


ARQUEOLOGIA BÍBLICA


Os eruditos discordam quanto à propriedade do termo "arqueologia bíblica". Dizem alguns que arqueologia é arqueologia — isto é, seus métodos e alvos são essencialmente os mesmos em toda a parte, quer a Bíblia esteja envolvida, quer não. Eles têm, igualmente, preocupações válidas quanto a reivindicações anticientíficas (às vezes até fraudulentas), perpetradas em nome da arqueologia "bíblica". Crêem que deveríamos empregar outro termo, como "arqueologia palestina" ou então "a arqueologia e a Bíblia".


Talvez a expressão arqueologia bíblica tenha caído no desagrado porque os cientistas hoje simplesmente não estão muito interessados em assuntos bíblicos. Os estudiosos que têm interesse profissional na Bíblia não se acham tão ativamente engajados em trabalho arqueológico como outrora. Hoje, os arqueólogos profissionais estudam um amplo espectro de interesses culturais e antropológicos que podem não ser de aplicação imediata para o estudante da Bíblia. A afinidade há muito existente entre os estudos bíblicos e a arqueologia já não é hoje tão firme.


Os principais recursos, financeiros e de pessoal, dos projetos arqueológicos nas terras bíblicas nunca vieram de organizações ou instituições eclesiásticas. Vieram de universidades, museus ou de outras fontes privadas. Esta tendência provavelmente se tornará até mais forte no futuro por causa da inflação, da crescente especialização arqueológica, e do ceticismo cada vez maior da arqueologia para com o cristianismo tradicional. Não obstante, as igrejas e suas instituições deveriam procurar participar o quanto puderem.


Prova a arqueologia que "a Bíblia é verdadeira"? Não exatamente. O que é verdadeiro é que a arqueologia tem aumentado nossa confiança nos amplos esboços do relato bíblico. As descobertas arqueológicas têm sustentado muitas declarações específicas encontradas no texto sagrado. Muitas vezes a arqueologia tem sido útil na refutação aos ataques dos céticos. Todavia, muita coisa da Bíblia tem que ver com questões relativamente particulares, pessoais, as quais a arqueologia não pode verificar. E quanto mais recuamos na história, tanto menos evidências encontramos.


A. Suas Limitações. A "verdade" da Bíblia não é apenas uma questão de fatos, mas de interpretação desses fatos. Mesmo que pudéssemos demonstrar a veracidade da Bíblia inteira, isso não provaria seu significado redentor. Visto como a fé cristã se baseia em acontecimentos históricos, os cristãos recebem de bom grado qualquer prova que a arqueologia possa proporcionar — porém não ancoram aí a sua fé. Nenhuma falta de prova nem o ceticismo crítico desacre ditam a Palavra de Deus. Melhor é acentuar que a arqueologia nos ajuda a entender a Bíblia que insistir em que ela prova que a Bíblia é verdadeira. Com efeito, a arqueologia não pode fazer tanto, nem há necessidade de que o faça.


B. Seu Valor. A arqueologia pode proporcionar informação de nmdo histórico de milhares de anos depois que a Bíblia foi escrita. Conquanto a arqueologia lide, antes de tudo, com objetos concretos, Materiais, ela pode ajudar- nos a compreender a mensagem espiritual "os escritores bíblicos — especialmente suas ilustrações e figuras de Pensamento. Deve haver um "diálogo" entre o texto bíblico e os achados arqueológicos, porque cada um deles pode ajudar-nos a em tender e interpretar o outro. A Bíblia ajuda-nos a entender as novas descobertas arqueológicas, enquanto a arqueologia nos ajuda a ler nas entrelinhas" do registro inspirado.


Por exemplo, os registros históricos da antiga Babilônia não mencionam Belsazar, muito embora a Bíblia diga que ele sucedeu a Nabucodonosor (Daniel 4-5). Por algum tempo, alguns estudiosos da Bíblia duvidaram dela neste ponto. Mas em 1853 os arqueólogos encontraram uma inscrição em Ur, a qual mostra que Belsazar reinou com Nabonido, seu pai.


C. Sua Confiabilidade. Quão objetivo ou verdadeiramente científico é o método arqueológico, e até que ponto se pode confiar nos seus resultados? Felizmente, já passou o dia em que pensamos que até as ciências "exatas" ou físicas (a física, a química, e assim por diante) são absolutamente objetivas. Sabemos que as atitudes e as noções de verdade dos cientistas afetarão o modo pelo qual interpretam os fatos. Por outro lado, o grau de opinião pessoal das ciências "flexíveis" ou sociais (história, sociologia, psicologia) não é tão grande que devamos recusar-nos a chamá-las de "científicas". A arqueologia ocupa um campo intermediário entre as ciências "exatas" e as "flexíveis". Os arqueólogos são mais objetivos quando desenterram os fatos do que quando os interpretam. Mas as suas preocupações humanas também afetarão os métodos que empregam quando "cavam". Não podem deixar de destruir suas provas quando escavam, de modo que nunca podem testar seu "experimento" mediante a repetição.


Isto faz que a arqueologia seja singular entre as ciências. Além do mais, faz dos relatórios arqueológicos uma tarefa exigentíssima e toda cheia de armadilhas.


Não obstante, a arqueologia coincide com outras disciplinas científicas, como história, geografia e antropologia cultural (o estudo das formas de pensar e viver do homem). Os especialistas em física ou química muitas vezes se juntam às equipes de escavação a fim de analisar sementes, ossos, pólen, solo, e coisas semelhantes. O estudo de religiões comparadas ou "história das religiões" muitas vezes desempenha um papel proeminente na interpretação dos achados, porque muitos deles se relacionam com o culto. A geologia lida com camadas naturais ou estratos, em contraste com as camadas feitas pelo homem que reclamam a atenção dos arqueólogos; entretanto, muitas vezes os arqueólogos consultam os geólogos a fim de aprenderem mais acerca da natureza dos locais que estão escavando.


D. Sua Geografia. Quais as áreas geográficas que atraem o interesse da arqueologia bíblica? Para o período do Novo Testamento, essa área coincide grandemente com o Império Romano. Para os tempos do Antigo Testamento, a área é um tanto menor, e o centro se desloca o leste a fim de incluir o vale da Mesopotâmia e a Pérsia (o Irã 5e nossos dias).


É mais simples, porém, começar pelo ponto central — Palestina ou Israel (Canaã) — e partir daí. Os grandes impérios situados nos vales do Nilo e da Mesopotâmia são quase tão interessantes quanto a própria Palestina. A cultura da Fenícia (o Líbano moderno) tinha muito em comum com a de Canaã. A Síria é também de fundamental interesse — sua história amiúde se entrelaçava com a de Israel e sempre foi o principal corredor para os invasores da Palestina. Ainda mais ao norte, a Ásia Menor foi a terra natal dos hititas e de outros povos importantes.


PACKER, James. TENNEY, Merrill. WHITE, William. O Mundo do Antigo Testamento. Editora Vida. São Paulo, Brasil.




As Cavernas de Qumrán onde encontraram o sítio arqueológico bíblico mais importante de todos os tempos, no vale do Mar morto.




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