História e Bíblia

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domingo, 1 de agosto de 2010

Nínive


Gustave Dore, Jonas Pregando em Nínive


Nínive


A poderosa cidade de Nínive (construída por Ninrode, bisneto de Noé) apresenta-se-nos com mistério sobre pilha de mistério. Mesmo assim, à medida que os estudiosos reúnem as peças do quebra-cabeças, a exatidão da Bíblia se torna mais evidente.

Nínive foi, sem a menor dúvida, uma das mais velhas cidades do mundo. O registro de seus começos remonta ao livro do Gênesis 10:11-12: "Daquela terra saiu ele para a Assíria, e edificou Nínive, Reobote-Ir e Cala. E, entre Nínive e Cala, a grande cidade de Resém."

O rio Cozer fluía em direção ao leste, desde o Tigre, passando por Nínive. Esses dois rios, mais um canal construído para levar água do Tigre até à margem do muro ocidental da cidade, proviam água para fossos, fontes, irrigação e água potável.

Em 1100 a.C. Nínive passou a ser uma residência real. Durante o reinado de Sargáo II (722-705 a.C.) ela serviu como capital da Assíria. Senaqueribe (705-681 a.C.) amava a Nínive de modo especial e fez dela a principal cidade do império: "Retirou-se, pois, Senaqueribe, rei da Assíria, e se foi; voltou e ficou em Nínive" (2 Reis 19:36).

Senaqueribe fez muitas melhorias em Nínive. Mandou construir muros maciços e edificou ali o mais antigo aqueduto da história. Era parte de um canal que trazia água das montanhas a 56 km de distância.

Todos esses melhoramentos custaram dinheiro; mas Senaqueribe não tinha problema para levantar recursos, grande parte dos quais vinha de tributos.

Ninguém conhece a idade exata de Nínive, mas a cidade é mencionada nos registros babilônios que remontam ao vigésimo primeiro século antes de Cristo. Nínive foi mencionada nos registros de Hamurabi, que viveu entre 1792 e 1750 a.C. Podemos, contudo, fixar uma data precisa para a destruição da cidade.

O profeta Naum escreveu liricamente acerca da destruição de Nínive: "Ai da cidade sanguinária, toda cheia de mentiras e de roubo. . . . Eis o estalo de açoites, e o estrondo das rodas; o galope de cavalos e carros que vão saltando" (3:1-2).

Nínive foi destruída em agosto de 612 a.C, após um cerco de dois meses levado a cabo por uma aliança entre os medos, os babilônios e os citas. Os atacantes destruíram Nínive fazendo o rio Cozer fluir para dentro da cidade onde dissolveu os edifícios de tijolos de barro cru. Este foi o notável cumprimento da profecia de Naum: "As comportas do rio se abrem, e o palácio é destruído" (2:6). Nínive esteve perdida por bem mais de 2000 anos.

Dois séculos após a destruição de Nínive, Xe-nofonte, soldado e historiador grego, passou perto dela em sua famosa viagem ao mar Negro. Embora mencione ter visto os restos do embar-cadouro enquanto marchava pelo leito seco do rio, ele supunha tratar-se de um muro pertencente à antiga cidade de Larsa.

Escrevendo acerca da cidade de Mosul no duodécimo século depois de Cristo, Benjamim de Tudela registrou: "Esta cidade, situada sobre o Tigre, liga-se à antiga Nínive por uma ponte. . . . Nínive jaz agora em completas ruínas, porém numerosas aldeias e pequenas cidades ocupam seu antigo espaço." Outros também escreveram acerca do lugar ocupado por Nínive, mas Henry Layard, em 22 de dezembro de 1853, foi o primeiro arqueólogo a identificar o sítio.

O mais famoso personagem bíblico relacionado com o drama da antiga Nínive foi Jonas. A controvérsia tem girado em torno desse homem durante os últimos dois séculos, visto que alguns eruditos têm questionado os três dias que ele passou "no ventre do grande peixe". Mas a história de Jonas e Nínive circulou amplamente durante o ministério de Jesus, e por várias vezes Jesus se referiu a esse profeta (p. ex., Mateus 12:39-41; 16:4).


PACKER, James. TENNEY, Merrill. WHITE, William. O Mundo do Antigo Testamento. Editora Vida. São Paulo, Brasil.




2 comentários:

CAMPANHA disse...

Estou muito curioso com os detalhes arqueológico desta cidade!!

CAMPANHA disse...

Tenho muita curiosidade em saber dos detalhes arqueológicos desta cidade e etc!!