História e Bíblia

UMA PONTE PARA O CONHECIMENTO

Translate

Total de visualizações de página

SEJA UM SEGUIDOR


Olá, seja bem vindo ao blog HISTÓRIA E BÍBLIA! Gostária de convidá-lo a
ser um seguidor. Basta clicar em seguir ao lado e seguir as orientações.
quinta-feira, 26 de julho de 2012

Ministério: Chamado ou Profissão? Russell Shedd


Ministério: Chamado ou Profissão? Russell Shedd





sexta-feira, 20 de julho de 2012

Caio Fábio comenta "O livro de Eli"

Programa do canal Vem e vê TV em que o reverendo Caio Fábio comenta o filme "O Livro de Eli"

TEMA: VOCÊ CARREGA A BÍBLIA OU TEM A PALAVRA DE DEUS NO CORAÇÃO? (PAPO DE GRAÇA BASEADO NO FILME)


Obs. O programa sobre o filme começa com 36 minutos.








sexta-feira, 13 de julho de 2012

Vil cabaré




Vil cabaré - Da HQ "V de Vingança"

Há uma lâmpada quebrada para cada coração na Broadway. A vida é um jogo cheio de luzes que podem ser quebradas. Você recebe fantasias e um resumo da peça, depois é largado para improvisar neste vil cabaré. Não há mais gatinhos sendo acariciados, só mandados, formulários, memorandos e ordens de despejo - Há sexo, morte e sujeira humana, tudo por dez centavos. Os trens, pelo menos, saem na hora certa… mas não vão a lugar algum.
Diante das suas responsabilidades, seja de costas ou de joelhos, há senhoras que simplesmente gelam e não ousam partir. Viúvas, que se recusam a chorar, vestirão ligas e gravata-borboleta e aprenderão a levantar bem as pernas neste vil cabaré.
Finalmente o show de 1998! Balé no palco ardente, o documentário visto na tela rasgada, o poema aterrador rabiscado na página amassada! Há o policial de alma honesta que conhece a cabeça de quem está no timão, ele resmunga e enche seu cachimbo com um sentimento de intranquilidade. Em seguida, revista rapidamente os restos rotos de uma impressão digital ou mancha escarlate e empenha-se em ignorar os grilhões que o acorrentam.
Enquanto seu mestre, em trevas próximas, inspeciona as mãos com olhos brutais que jamais fitaram as coxas de uma amante, mas que esganaram a garganta de uma nação. Ele anseia, em seus sonhos secretos, o áspero abraço de máquinas cruéis, mas sua amante não é o que parece e ela não deixará bilhetes.
Finalmente, o show de 1998! A tragédia! A grande ópera barata! Suspense sem esperança! A aquarela na galeria inundada.
Há a jovem que quer, mas não pede. Ela está desesperada pelo amor de seu pai. Acredita que a mão sob a luva pode ser a que precisa segurar. Embora duvide da moralidade de seu anfitrião, ela decide que será mais feliz na terra do faça-o-que-quiser, do que se jogada ao relento.
Mas o pano de fundo se rasga, os cenários desaparecem e o elenco é devorado pela peça. Há um assassino na matinê. Há cadáveres na plateia.
Os produtores e atores também não estão certos se o show terminou. Com olhares oblíquos, eles esperam suas deixas -- mas a máscara apenas sorri.
Finalmente o show de 1998! A música-tema que ninguém conta! O balé do toque de recolher! A divina comédia! Os olhos de marionetes estranguladas por suas cordas!
Há emoções e calafrios, mulheres em abundância. Há marchinhas e surpresas! Há de tudo para todos os gostos. Reserve sua poltrona! Há perversos e danosos, mas não veados, judeus ou crioulos. Neste carnaval de bastardos. Este vil cabaré.

( V de Vingança )






A insensatez dos sensatos e a força social da utopia cristã hoje

Jung Mo Sung
Diretor da Faculdade de Humanidades e Direito da Univ. Metodista de S. Paulo.

Um homem sensato se revolta com a natureza das coisas? É claro que não, pois uma das características da sensatez é, precisamente, ter juízo e equilíbrio para não ir contra a realidade como ela é. Revoltar-se contra a natureza das coisas e a própria natureza como tal é sinal de imaturidade ou de insensatez. Como a sociedade precisa mais de pessoas sensatas do que insensatas, a conclusão seria que o melhor para vida social é menos rebelião contra a natureza da vida social. Conclusão essa que é compartilhada pela maioria da população.

Ao mesmo tempo, muitas pessoas diriam que não é sensato aceitar a realidade social e ambiental em que vivemos. A grande desigualdade social, as injustiças nas relações econômicas e sociais e os problemas ambientais são sinais de que as coisas não estão bem.

Ora, o que é, então, ser sensato nos dias de hoje? Aceitar as "regras do jogo”, a "natureza das coisas” da vida social, ou se rebelar? Isso depende do que entendemos por "natureza das coisas”.

Na Antiguidade, os povos acreditavam que a vida como eles conheciam era fruto do destino ou da vontade onipotente dos deuses. Não havia alternativa, por isso ninguém discutia a questão ética, da injustiça ou justiça, sobre a vida social ou familiar. Quando a vida que vivemos é compreendida como sendo conforme a vontade divina ou dos poderes espirituais da natureza, a discussão sobre injustiça ou justiça não faz sentido. Hoje, por ex., ninguém discute sobre a justiça ou injustiça da "lei da gravidade” porque é uma "lei natural”. Assim também era no passado distante sobre o papel das mulheres na sociedade e na família ou a fome e sofrimento dos pobres e o poder e a riqueza dos reis.

É só quando grupos de pessoas oprimidas conseguem imaginar um mundo diferente do que conhecem, um mundo onde seus sofrimentos não mais existem, é que a sua realidade passa a ser percebida como social e não mais como natural ou divina. Sem essa imaginação utópica (Franz Hinkelammert), a realidade social não pode ser criticada de modo radical. Geralmente, no passado e no presente, os pobres expressam essa imaginação através de linguagens religiosas por dois motivos básicos. Primeiro, porque falam de um mundo que ainda não veem, precisam de imagens e símbolos típicos da linguagem religiosa; segundo, porque percebem que, sendo pobres e fracos, precisam do poder ou ajuda de Deus para realizar esse sonho. Assim, eles criticam a religião e deus dominantes e expressam a fé em um novo Deus.

Se Deus que descobrem não está de acordo com o mundo que os sensatos dizem ser "natural” ou "divino”, qual a razão, a causa, da situação que agora é percebida como injusta? A resposta não pode mais ser "leis da natureza” ou vontade divina. Só pode ser responsabilidade humana. Em linguagem religiosa: só pode ser fruto do pecado. Só na medida em que a realidade social é vista como fruto do pecado, ou da injustiça, é que ela pode ser transformada profundamente. E esse juízo só é possível a partir da imaginação utópica de um mundo sem injustiças e mortes antes do tempo. Reino de Deus foi o nome dado por Jesus para essa "imaginação utópica”; imaginação essa que foi entendida, pela fé, como "visão” dada pelo Espírito.

Hoje, quando a expansão do "império capitalista global” é vista como "evolução natural”, o cristianismo ainda tem uma contribuição importante a dar enquanto religião: anunciar o Reino de Deus (a imaginação utópica) que permite ver como o império atual é fruto e expressão do pecado! A força social do cristianismo não está no seu discurso meramente ético, mas no seu discurso religioso capaz de desmascarar a insensatez das pessoas sensatas do mundo; desmascarar o pecado do mundo a partir da fé em Deus que deseja a vida abundante para todas e todos. [Jung Mo Sung, autor (com Hugo Assmann) de "Deus em nós: o reinado que acontece no amor solidário aos pobres”. Twitter: @jungmosung].


conheça o site: http://www.adital.org.br


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Política e Escapismo




Política e Escapismo

O pecado do escapismo é uma realidade, e mesmo os melhores dos santos têm sido tentados neste pecado. No Salmo 11, Davi foi tentado a fugir como um pássaro para uma montanha, pois os fundamentos da sua cultura estavam sendo destruídos. De fato, naquele capítulo ele está descrevendo vários problemas que estamos experimentando atualmente na América. Mas ele resistiu à tentação de escapar, e resistiu pela fé. Ele recusou escapar das suas responsabilidades.


Uma forma de escapismo é encontrada na declaração “nossa cidadania está no céu e devemos tirar as pessoas da terra”. Mas Paulo não encontrou nenhuma contradição em reivindicar uma cidadania celestial em Filipenses 3.20 e ao mesmo tempo reivindicar e usar sua cidadania romana em Atos 16.37-39 e em 22.22-29. Nossa cidadania celestial (se corretamente entendida) impactará profundamente nossa cidadania terrena. Ela traz em perspectiva aquela frase maravilhosa, “Uma nação sob Deus”.


Outra forma de escapismo pode ser encontrada na declaração, “O reino de Deus não é deste mundo”. Novamente, essa é uma declaração verdadeira se entendemos pela palavra “de” [deste = de + este] que o reino de Deus não é derivado deste mundo. Ele é derivado do céu. Mas o que a oração do Senhor pede? “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” Essa não é uma oração escapista. É uma oração que deseja ver o reino celestial influenciar e mudar as coisas terrenas.


Outra forma de escapismo pode ser encontrada na expressão, “Estamos buscando apenas aquelas coisas que são de cima”. Uma vez mais, essa é uma declaração verdadeira, mas retirada do contexto. O contexto de Colossenses 3 é que Cristo (que é de cima) é suficiente para tudo o que precisamos na vida. Não se trata de um chamado para escapar da vida. E sabemos isso porque Paulo continua e mostra em Colossenses como Cristo é suficiente para as nossas relações no casamento, com os filhos, patrões, empregados e “tudo quanto fizerdes”. Isso não é escapismo. Isso é pedir que a Sua vontade seja feita na terra como é feita no céu. Mas era um mundo terra firma que estava sendo afetado em Colossenses.


Outra escusa dada é que o mundo não é importante. J Vernon McGee disse certa feita: “Você não dá uma polida no casco do navio que está afundando”. A ideia é que quando um navio está afundando, não se preocupe com o navio – salve almas! Ele acreditava que o nosso mundo estava afundando, sendo o evangelismo a única coisa importante com a qual deveríamos nos envolver. Mas João o Batista estava polindo casco quando tentou produzir reforma política em Lucas 3.19? Não! Ele estava fazendo o que todos os profetas do Antigo Testamento fizeram – confrontando males na sociedade e tentando fazer a diferença. Louvo a Deus por ele estar levantando candidatos que estão tentando produzir reforma em Washington, DC. E você verá sem dúvidas vários deles chegando através dessas portas. Se o mundo não fosse importante, por que o Novo Testamento diz que Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo (2Co 5.19)? Por que ele prometeria que os mansos herdariam a terra (Mt 5.5)? Por que Jesus recebeu toda a autoridade no céu e na terra no primeiro século? Por que Romanos 13 diz que o magistrado civil é servo de Deus, um ministro de justiça? Por que o Novo Testamento diz tanto sobre empregadores, empregados, economia e administração da terra? Obviamente o mundo é muito importante para Deus. A Bíblia diz, “Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas”, demonstrando de maneira óbvia que ele está interessado em gados e montanhas. Eu amo o hino cristão “Alegria para o Mundo”. Ele diz que a graça de Deus é destinada a avançar, indo até mesmo onde a maldição é encontrada. Isso é bem longe. A maldição tem impactado negativamente a política? Sim, tem, e a graça de Deus é suficiente para ir bem longe, mesmo onde a maldição é encontrada.



Fonte: http://monergismo.com/ Getting Christians Back Into Politics, p. 6-8.

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto – janeiro/2012

Phillip G. Kayser é o pastor sênior da Dominion Covenant Church em Omaha, Nebrasca. Recebeu o seu M.Div. do Westminster Theological Seminary (Califórnia) e o seu Ph.D. do Whitefield Theological Seminary (Flórida). Ele e sua esposa Kathy têm 5 filhos.