Num pequeno vilarejo da Europa Oriental, um velho camponês
transportava em seus ombros uma pesada carga de lenha. Exausto, com as pernas bambas
e os braços doloridos, largou o pesado fardo no chão e disse com raiva:
Quando será que a morte virá me pegar? Não aguento mais essa
vida!
Para sua sorte - ou azar -, naquele exato momento o Anjo da
Morte passava bem em cima de sua cabeça e, ao ouvir a súplica do camponês, se deteve.
Passados alguns segundos, ele apareceu na frente do velho e disse:
— Aqui estou! Você me chamou?
O velho levou um susto tão grande com a aparição do Anjo que
quase desmaiou. Recuperando o fôlego, respondeu baixinho:
— Chamei.
O Anjo da Morte se aproximou um pouco mais e disse com seu
hálito gelado:
— E o que você quer?
O velho camponês, que estava tremendo da cabeça aos pés,
respondeu:
— Que você me ajude a colocar esta carga de lenha de volta
sobre os meus ombros.
O Anjo da Morte deu um sorriso, ajudou o velho e seguiu seu
caminho.
***
O conto acima, atribuído à tradição popular judaica, nos
ajuda a refletir sobre diversos aspectos da vida. Gostaria de destacar como,
muitas vezes, devido ao peso das dificuldades, nos precipitamos em nossos
pensamentos, desejos e palavras, sem a devida reflexão.
“Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.” Gálatas 6:2
A segunda é que nem tudo o que pensamos deve ser dito. A
sabedoria também consiste em refletir antes de falar:
Uma reflexão final:
Será que nossos fardos têm ofuscado nossa visão do valor da
vida? E será que temos ajudado nossos irmãos a carregar suas pesadas cargas,
para que suas vidas não se tornem amargas?
Por Alexandre L. M. Brandão
Refletindo sobre a vida

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